Butantan revisa projeção e prevê ButanVac apta a autorização emergencial em setembro

O instituto entregou nesta manhã à Anvisa o protocolo do estudo clínico da ButanVac, feito com base em uma tecnologia criada nos Estados Unidos

Redação
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Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

O instituto entregou nesta manhã à Anvisa o protocolo do estudo clínico da ButanVac, feito com base em uma tecnologia criada nos Estados Unidos

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O Instituto Butantan reviu hoje (23) sua estimativa para que a ButanVac, vacina contra Covid-19 que está desenvolvendo, esteja disponível para aplicação e agora estima que o potencial imunizante poderá estar apto a um pedido de autorização emergencial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro.

Quando a ButanVac foi anunciada, no final de março, o presidente do Butantan, Dimas Covas, afirmou que ela poderia estar disponível para aplicação na população em julho, prazo que foi visto com ceticismo por especialistas ouvidos pela Reuters na ocasião.

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Em entrevista coletiva nesta sexta no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista ao qual o Butantan é vinculado, Covas disse que o instituto entregou nesta manhã à Anvisa o protocolo do estudo clínico da ButanVac, feito com base em uma tecnologia criada nos Estados Unidos, e aguarda o aval do órgão regulador para iniciar os estudos.

“O estudo clínico durará 20 semanas”, disse Covas, afirmando que, a partir da 16ª semana do estudo, o equivalente a quatro meses, será possível ter dados para pedir autorização para uso emergencial.

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“Se você projetar isso no tempo, nós estamos falando de setembro, uma data possível de obtenção de autorização para uso emergencial. Obviamente que isso não depende do Butantan. O Butantan tem sob sua responsabilidade realizar os estudos e produzir a vacina”, acrescentou.

Covas disse que o tipo de estudo clínico que será feito com a ButanVac é de comparabilidade, e não um modelo clássico como o de outras vacinas, incluindo a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac e que foi testada no Brasil pelo Butantan.

“Como já existem vacinas sendo aplicadas, a ideia por trás do estudo é comparar a resposta de segurança e de imunogenicidade dessa nova vacina com as demais, e com isso demonstrar sua eficiência”, disse, acrescentando esperar uma rápida autorização da Anvisa para o início dos testes.

A ButanVac será totalmente produzida no país, sem necessidade de insumos importados. Os estudos serão feitos com 1.800 voluntários nas Fases 1 e 2 e, na Fase 3, contarão com 9 mil pessoas. Covas disse que o público-alvo será a população com mais de 18 anos, incluindo os que já se vacinaram e os que já tiveram Covid-19. (Com Reuters)

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