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Carreira

Expectativa vs. realidade: satisfação com a empresa cai pela metade na saída

Estudo com mais de 390 mil profissionais mostra que a experiência do funcionário piora conforme aumenta o seu tempo na empresa

2 min
Funcionários trabalhando
Rowan Jordan/Getty ImagesPara satisfazer o funcionário, o empregador deve cuidar da experiência do colaborador para além do onboarding

Dos funcionários que estão em fase de onboarding – a recepção inicial aos contratados, também conhecida como período de experiência, 81% declara ter uma boa experiência com o empregador. Enquanto isso, entre aqueles que estão de saída, o percentual cai para 46%. Isso mostra que a vivência do funcionário, que hoje ganhou o nome de employee experience, tem uma redução significativa conforme o tempo passa, segundo relatório da empresa de análise de experiência do colaborador Pin People. O levantamento teve mais de 390 mil participantes de empresas médias e grandes com base em dados colhidos ao longo de 2022.

A percepção de uma experiência positiva cai principalmente entre 90 e 180 dias de permanência do empregado, passando de 83% de boas avaliações aos 90 dias para 68% nos 180. Essa queda tem a ver, entre outros fatores, com uma disparidade entre o que é prometido ao colaborador no processo seletivo e nos primeiros dias na empresa em relação ao que ele verdadeiramente recebe nos meses posteriores de trabalho.

Há ainda uma diferença de gênero: as mulheres estão muito mais insatisfeitas com a maneira como são despedidadas. A variável “Desligamento Respeitoso” foi apontado por 48% por elas, contra 78% dos colegas homens que perceberam esse mesmo respeito na hora de sair da empresa.

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Com a análise da insatisfação dos funcionários com seus empregadores, destacam-se a percepção de aprendizado e desenvolvimento, a expectativa de permanência e a clareza sobre possibilidades de carreira na companhia. Por isso, o estudo reforça a importância de fortalecer a cultura de desenvolvimento contínuo e de reconhecimento ao longo da jornada de trabalho. “O fortalecimento de métodos alternativos de aprendizagem e de reconhecimento deve ser um objetivo para muitas empresas”, diz Frederico Lacerda, CEO da Pin People.

Tendências de employee experience em 2023

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