Embora os setores de finanças, tecnologia e investimentos dominem o topo da lista de Bilionários Brasileiros da Forbes de 2026, a educação também está por trás da riqueza de alguns dos maiores super-ricos do país.
O setor ocupa a 18ª posição entre os que mais concentram bilionários, com 6 dos 255 integrantes do ranking. Juntos, eles somam R$ 22,9 bilhões em patrimônio — o equivalente a 1,23% da riqueza total contabilizada pela lista.
De redes de escolas de idiomas a gigantes da medicina, conheça os os empresários que transformaram o ensino em negócios bilionários.
Os 6 bilionários da educação no Brasil
1. Nicolau Carvalho Esteves
Idade: 74
Patrimônio: R$ 5,8 bilhões
Empresa: Afya Educacional
Posição na lista geral: 73
O médico Nicolau Esteves e sua família são controladores da Afya Educacional, maior grupo de faculdades de medicina do país. A companhia tem suas ações negociadas na Nasdaq (EUA) desde 2019. Desde então, já realizou 21 fusões e aquisições. O grupo tem cerca de 30 unidades em 13 estados, somando 35 mil alunos de graduação.
2. Chaim Zaher
Idade: 72
Patrimônio: R$ 4,1 bilhões
Empresa: SEB
Posição na lista geral: 98

Zaher fundou o SEB (Sistema Educacional Brasileiro). Em 2010, ele vendeu as marcas Dom Bosco, Pueri Domus, Name e COC à britânica Pearson por R$ 888 milhões. Três anos depois, vendeu a rede de ensino superior UniSEB ao grupo Estácio por R$ 615 milhões e se tornou o principal acionista. Em 2017, ele recomprou o grupo Pueri Domus, adquiriu a operação da rede canadense Maple Bear no Brasil e vendeu sua participação na Estácio. Nos últimos 12 meses, o grupo adquiriu uma fintech e uma emissora de televisão na Paraíba. Foi um dos destaques da lista Forbes The Founders de 2026.
3. Ari de Sá Cavalcante Neto e família
Idade: 47
Patrimônio: R$ 3,9 bilhões
Empresa: Arco Educação
Posição na lista geral: 99
Filho do falecido empresário Oto de Sá Cavalcante, Ari e sua mãe, Margarida de Sá Cavalcante, são os maiores acionistas da Arco Educação. Em 2025, a Arco adquiriu a International School, que se somou a um portfólio que inclui SAS, Positivo, Dom Bosco e COC, entre outras.
4. Carlos Wizard Martins
Idade: 69
Patrimônio: R$ 3,8 bilhões
Empresa: Grupo Multi / Wiser
Posição na lista geral: 104

Em 2013, Carlos vendeu as ações do seu grupo Multi (formado por 10 redes de escolas de idiomas e profissionalizantes, como Yázigi e Wizard) ao grupo britânico Pearson por R$ 1,32 bilhão. Voltou ao mundo da educação em 2017 com a compra de 35% da Wiser, dona das redes NumberOne e WiseUp, do sócio Flávio Augusto da Silva. Em 2023, comprou a rede de ensino de inglês Enjoy e, em 2024, fez novo movimento investindo na escola de negócios Conquer.
5. José Janguiê Bezerra Diniz
Idade: 62
Patrimônio: R$ 3,8 bilhões
Empresa: Ser Educacional
Posição na lista geral: 107

Janguiê é investidor em startups e fundador da Ser Educacional, um dos maiores grupos de ensino superior particular do Brasil, com mais de 50 instituições presenciais no país e mais de 300 polos de ensino a distância. O valor de mercado da Ser cresceu 22% nos 12 meses até junho de 2026.
6. Flávio Augusto da Silva

Idade: 54
Patrimônio: R$ 1,5 bilhão
Empresa: Wiser Educação
Posição na lista geral: 203
Flávio fundou a rede de escolas de inglês WiseUp, que foi vendida à Abril Educação em 2013 por R$ 877 milhões e recomprada dois anos e meio depois por R$ 398 milhões. Em 2017, Carlos Wizard Martins aportou R$ 200 milhões na companhia por uma posição minoritária, o mesmo valor aportado pela gestora de recursos Kinea em 2019. Juntos, eles formaram a Wiser Educação, cujo controle continua com Flávio. Foi um dos destaques da lista Forbes The Founders de 2025.
A lista faz parte da edição 144 da Forbes, e já está disponível no aplicativo da revista na App Store e no Google Play.
Metodologia
A lista Forbes Bilionários Brasileiros considera várias fontes para apontar que alguém atingiu a fortuna de R$ 1 bilhão ou mais. A informação mais importante são as ações listadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026. Além de públicos, esses dados são oficiais e auditados. Uma vez que a lista considera apenas as informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados. Na maioria dos casos não são considerados itens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações, exceto se o participante da lista concordar em fornecer dados confiáveis sobre eles. Dependendo do caso, o patrimônio de irmãos ou familiares pode ser consolidado ou separado.
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