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Endereço de festas memoráveis, Leopolldo repensa negócio de olho em 2017

Recessão reduziu procura por grandes festas. Marca poderá voltar a operar no futuro, em outro formato

3 min

Grupo-Leopolldo_-Leopolldo-Itaim-_-Evento-Isabel-Schahin-1_-Foto-Ricardo-Hara-_-Decoração-Manuela-Elias

Desde que abriu as portas em 1991, na Rua Leopoldo Couto Magalhães, no bairro do Itaim (SP), o Leopolldo foi cenário de grandes festas da alta sociedade paulistana. Embora tenha mudado posteriormente de endereço – foi para o bairro do Morumbi e, na sequência, para o prédio na frente do Shopping Iguatemi e um espaço de 2,5 mil metros quadrados na Rua Tabapuã (esses dois em operação até hoje) -, seus mais de 20 anos de história foram regados a eventos memoráveis não só de casamentos e aniversários de 15 anos, mas também corporativos. Quando o fim de dezembro chegar, no entanto, as duas casas hoje em funcionamento fecharão suas portas. A informação que já circulava há algum tempo entre as grandes importadoras de iguarias e bebidas foi confirmada a FORBES Brasil por Fernando Dhelomme, sócio-proprietário do negócio ao lado de Jorge Elias, das filhas do falecido Giancarlo Bolla e de Francisco Cruz. Ele esclarece, no entanto, que a marca não será encerrada. Pelo contrário, a marca pode voltar nos próximos meses, em novo endereço, com probabilidade maior disso ocorrer em 2017.

“Vamos tirar um ano sabático em 2016 e repensar nosso negócio. A recessão está só começando. Hoje, quase ninguém mais faz festa para 500, 600 pessoas. A cidade tem perdido seu romantismo. Primeiro foi o Gallery, agora o Leopolldo. Já os eventos corporativos tiveram queda e, quando ocorrem, têm sido feitos em hotéis”, diz o empresário.

Grandes festas como as de casamento, por sua vez, só ocorrem aos sábados. “Você oferece sexta-feira com desconto e ninguém quer por conta do trânsito. Em resumo, tenho quatro sábados por mês e, por mais que venda dois ou três outros dias, a verdade é que estávamos operando sete dias dentre um total de 30.” Para o empresário, além da crise, o paulistano, de forma geral, está menos boêmio.

Como volume de eventos e quantidade de convidados são os dois indicadores que mantêm negócios como o do Leopolldo em alta, o grupo detentor do negócio optou por seu fechamento. Se 2014 não foi dos melhores, ele conta que este ano a performance anda ruim desde janeiro, dada a baixa procura. E canibalização, explica, não é seu jogo.

NOVOS PROJETOS

Para um próximo Leopolldo, Dhelomme busca terrenos na capital para compra e não mais para locação, conforme era feito até agora.

O famoso restaurante Bar des Arts, que fechou em dezembro passado, também poderá voltar a operar em 2016, em endereço ainda não definido.

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