Ebanx cresce com startups que buscam mercados latinos

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Segundo o cofundador Alphonse Voigt, empresas brasileiras em processo de internacionalização trouxeram aumento significativo de vendas para a fintech curitibana

A Ebanx, fintech curitibana que processa os pagamentos de empresas como Airbnb no Brasil, tem ganhado nova tração com startups brasileiras em expansão internacional.

A startup de pagamentos cross-border viu uma mudança radical em seu padrão de negócios no último ano, puxada em parte por empresas digitais brasileiras que precisam fazer transações em outros países na América Latina.

Vendas para este tipo de cliente aumentaram 60% no primeiro semestre de 2019 em relação ao mesmo período em 2018, segundo o cofundador e CEO da Ebanx, Alphonse Voigt. Empresas que processam pagamentos por meio da Ebanx em mercados latinos incluem a startup catarinense de marketing digital Resultados Digitais e a mineira Hotmart, que tem uma plataforma de compra, venda e divulgação de produtos online.

“Tivemos um crescimento gigantesco tanto na base de clientes quanto em termos do volume de processamento que estes clientes trazem, mesmo num momento complicado, de muita desvalorização das moedas latinas frente ao dólar,” aponta o fundador.

A Ebanx tem se posicionado como um aliado importante de startups brasileiras na expansão para a América Latina. Segundo Voigt, o processo costuma envolver “uma dor muito grande” para empresas, que precisam adequar suas ofertas a culturas e idioma diferentes.

“O que temos dito para estes empreendedores é que se concentrem na venda de seus produtos e serviços e que deixem a integração com os meios de pagamento locais conosco,” acrescenta.

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Frequentemente citada como um dos próximos unicórnios brasileiros, o foco inicial da Ebanx era oferecer uma plataforma de pagamentos, com funcionalidades como boleto bancário, para que empresas de países como Estados Unidos ou China pudessem acessar o mercado de e-commerce brasileiro.

No entanto, a empresa tem tido um aumento consistente em vendas na América Latina. Segundo Voigt, no primeiro semestre de 2018, clientes na região representaram 4,5% do volume e atualmente, esse número saltou para 10%. A expectativa da startup, que tem escritórios no México, no Uruguai e na Argentina, é que contratos fechados na região cheguem a 12% das vendas em 2019.

A empresa passou a atuar também no Brasil neste ano, em uma resposta ao aumento na demanda de e-commerce, um movimento que o fundador da Ebanx diz ser muito superior ao que os processadores locais, que incluem empresas como a PagSeguro, conseguem atender.

“Os adquirentes no Brasil são bons e tem tecnologia de alta qualidade, mas não têm braço para atender todo mundo, o que nos fez identificar uma oportunidade e processar localmente também,” afirma.

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Apesar do aumento na procura por outras startups e empresas latinas, Voigt afirma que o apetite de grandes clientes de outras partes do mundo pela América Latina também cresceu.

Um exemplo é a Spotify, que processava pagamentos com a Ebanx em parceria com a Worldline só no Brasil e nesse ano passou a usar o serviço em toda a região. Neste mês, a fintech também colaborou com a AliExpress, para lançar uma “loja de experiência” da gigante chinesa do e-commerce no Brasil, onde consumidores podem testar produtos antes de comprar.

“Entre 2016 e 2018, empresas grandes estavam muito focadas internamente ou em uma espécie de modo dormente para novas integrações em seus períodos de pré ou pós IPO,” aponta Voigt.

“Este cenário mudou drasticamente desde o fim do ano passado e o interesse dessas empresas no Brasil e América Latina tem aumentado muito,” ressalta. Voigt diz ter fechado dois novos contratos grandes com empresas norte-americanas neste ano, que estão em fase final de integração e iniciarão operações no Brasil entre este mês e outubro.

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AgTech Garage fecha com Suzano e Munich Re

A gigante de celulose Suzano e a resseguradora alemã Munich Re são os novos parceiros do hub de inovação em agronegócio AgTech Garage. Outros parceiros do centro de Piracicaba (SP) incluem a Bayer, Ourofino Saúde Animal, Sicredi e o grupo estatal marroquino OCP. O centro de pesquisa e desenvolvimento CPQD também inaugurou no AgTech Garage o primeiro núcleo fora de sua sede em Campinas, para desenvolver novos modelos de negócios envolvendo startups, investidores privados e outros atores do ecossistema em projetos de inovação baseados em Internet das Coisas (IoT), blockchain, conectividade e inteligência artificial.

Abes discute disrupção em São Paulo

A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) realizará uma conferência em 14 de outubro para tratar do tema disrupção e construção de negócios exponenciais. A nona edição do evento da ABES Software Conference acontecerá no Centro de Convenções São Paulo Corporate Towers e terá cinco painéis com palestrantes como Paul D. Roberts, da Singularity University, Roberto Martínez Yllescas, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Andrew Tsao, do Silicon Valley Bank. Também haverão sessões sobre proteção de dados no contexto da Lei Geral de Proteção de Dados, que entra em vigor no Brasil no ano que vem.

Cruzeiro do Sul acelera investimento em tecnologia pós aquisição da Braz Cubas

O grupo Cruzeiro do Sul Educacional vai investir no mínimo R$ 15 milhões em novas tecnologias após a aquisição do Centro Universitário Braz Cubas. O investimento se dará nos próximos três a cinco anos e incluirá uma ampliação da base instalada do sistema de aprendizagem online Blackboard, conectividade nos campi e nova infraestrutura e equipamentos para modernizar os 970 pólos de educação à distância de todo o grupo.

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

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