Mercado imobiliário de luxo de São Paulo mostra recuperação

Justin Sullivan/Getty Images
Ciclo de venda das propriedades de luxo depende de uma série de variáveis

O mercado imobiliário de alto padrão em São Paulo tem atravessado um bom ano. A constatação é de Marco Túlio Vilela Lima, sócio e CEO da Esquema Imóveis, empresa especializada na venda e aluguel de imóveis de luxo na capital paulista, primordialmente em bairros nobres como Vila Nova Conceição, Jardim Paulista, Itaim, Cidade Jardim, Alto de Pinheiros, Jardim Europa e Jardim Guedala. Segundo o executivo, a expectativa é terminar o ano com R$ 300 milhões em intermediações, contra R$ 180 milhões de 2018 – um incremento de quase 70%.

“O mercado de luxo é o último a sofrer e o primeiro a retomar”, diz Vilela Lima, ressaltando que essa melhoria vem sendo constatada desde outubro do ano passado e que o cenário atual é muito melhor do que o observado, por exemplo, há três anos. “O mercado de altíssimo padrão, acima de R$ 10 milhões, mostrou uma procura muito maior em 2019. Fizemos algumas vendas de R$ 20 milhões e de R$ 30 milhões recentemente”, conta.

Vilela Lima diz que a internet tem sido uma forte aliada nas negociações. “Eu diria que 70% dos clientes que entram chegam pelo nosso site ou pelas mídias sociais”, diz, revelando investir cerca de R$ 3 milhões por ano em ações de marketing, principalmente online.

Com cerca de 6 mil imóveis cadastrados e tíquete médio entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões, o executivo diz que o ciclo de venda das propriedades de luxo depende de uma série de variáveis. “Apartamentos têm mais liquidez do que casas. O bairro também tem impacto. A tendência é que um imóvel no Jardim Europa venda mais rápido do que um no Jardim Guedala, por exemplo. O preço é outra influência, já que são produtos únicos, para os quais quem define o valor é o proprietário. Claro que temos a referência do metro quadrado, mas ela é apenas isso, uma referência do terreno e não da construção. Podemos ter dois imóveis com perfis parecidos por valores muito diferentes”, explica, revelando que seu imóvel mais caro, atualmente, fica no Jardim Europa e passa dos R$ 100 milhões.

A expectativa de Vilela Lima é que o mercado de imóveis de alto padrão mantenha o ritmo de crescimento, mas alerta que este é um segmento muito sensível a questões internacionais. “Guerras comerciais e lentidão nas reformas internas podem afetar o desempenho. Por outro lado, boa parte dos nossos clientes têm dinheiro fora do país e, com a alta do dólar, os imóveis por aqui ficaram muito mais acessíveis”, explica. Segundo o executivo, que se diz um realista, a tendência é a continuidade da recuperação, principalmente se as atuais taxas de juros, as mais baixas em muito tempo, continuarem caindo. “Engana-se quem pensa que pessoas com muito dinheiro não recorrem aos financiamentos. Com juros mais baixos, não compensa lançar mão dos investimentos. Vale mais a pena pegar um financiamento imobiliário.” Prova disso é que, recentemente, uma entidade financeira concedeu o maior empréstimo da sua história para uma operação imobiliária. “Foram R$ 18 milhões”, conta Vilela Lima, mantendo o nome do banco em segredo.

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As marcas globais mais valiosas em 2019

A consultoria Interbrand divulgou hoje (17) as marcas globais mais valiosas de 2019. A novidade da lista, publicada anualmente, é a chegada da Uber e do LinkedIn: o primeiro estreia na 87ª posição, avaliado em US$ 5,7 milhões, e o segundo em 98º lugar, com US$ 4,8 milhões.

O Top 3 permanece o mesmo do ano passado: a Apple cresceu 9% e vale, agora, US$ 234 milhões; o Google aparece com uma valorização de 8%, a US$ 167 milhões; e a Amazon registrou um incremento de 24%, avaliada em US$ 125 milhões. Apple e Google mantêm as duas primeiras posições pelo sétimo ano consecutivo. O Facebook caiu cinco posições e foi para a 14ª posição do ranking.

Veja, a seguir, as 10 marcas globais mais valiosas de 2019:


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Por uma China mais filantrópica

Jack Ma espera que milhares de empresários chineses tenham suas próprias fundações filantrópicas no futuro. A declaração foi dada na noite de terça-feira (15), depois que o criador do Alibaba foi condecorado com o Malcolm S. Forbes Lifetime Achievement Award, prêmio que reconhece uma vida inteira de conquistas concedido a indivíduos que personificam os ideais de empreendedorismo defendidos por FORBES, durante a Conferência Global de CEOS realizada em Singapura. Ma disse que tem estudado, nos últimos anos, os modelos de outras entidades do gênero com o objetivo de construir um sistema filantrópico na China por meio de sua própria fundação, criada em 2014. Ele também revelou que tem mantido conversas periódicas com Bill Gates e Warren Buffett sobre temas como mudanças climáticas e a saúde na África.

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Combate ao desperdício

A Unilever anunciou uma nova estratégia para contribuir para um mundo sem desperdício. A gigante de bens de consumo pretende, até 2025, reduzir pela metade o uso de plásticos virgens, meta que será atingida por meio da redução de embalagens plásticas em 100 mil toneladas e aceleração na adoção de plástico reciclado. Para isso, a empresa vai fazer investimentos e formar parcerias com o objetivo de melhorar a infraestrutura de gerenciamento de resíduos em muitos dos países onde opera, além de trazer ao mercado inovações que não contemplam o plástico em suas embalagens ou produtos, como shampoo em barra, refis de pasta de dente em tablete e escovas de dente feitas de bambu.

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