Como os grupos e grifes de luxo estão ajudando no combate à pandemia

François Pinault, fundador da Kering; Domenico Dolce e Stefano Gabbana e Miuccia Prada: unidos no combate à pandemia

A pandemia do novo coronavírus tem colocado o mundo em quarentena e gerado uma série de ações positivas dos maiores conglomerados e grifes independentes de luxo no combate à Covid-19.

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A francesa LVMH puxou a fila, ao anunciar em 16 de março a produção e a distribuição gratuita de álcool em gel para o sistema de saúde público francês. A Kering, principal rival do grupo de luxo da França, anunciou que três de suas marcas (Gucci, Balenciaga e Saint Laurent) também irão utilizar as estruturas de suas fábricas para produzir máscaras e aventais para auxiliar no suprimento de hospitais.

Além dos grupos, outros players do mercado de luxo se mobilizaram com a causa.

Veja na galeria de imagens a seguir 11 ações que marcas de luxo tomaram para auxiliar no combate ao novo coronavírus:

  • LVMH

    A primeira boa ação do grupo foi a fabricação de milhares de litros de álcool em gel para o abastecimento dos hospitais públicos de Paris. Para manter a produção, as fábricas que usualmente produzem perfumes, foram adaptadas para a produção do material de higiene. Outra medida recente adotada pelo bilionário Bernard Arnault foi a encomenda de 40 milhões de máscaras de um fabricante chinês para abastecer o sistema de saúde francês.

  • Kering

    A Gucci, principal marca do conglomerado, irá produzir e doar 1,1 milhão de máscaras e 55 mil aventais para a Itália. Com o intuito de evitar que médicos e policiais tenham sw deixar de trabalhar (como aconteceu na Itália e na Espanha) as francesas Saint Laurent e Balenciaga também irão produzir equipamentos de proteção, e no momento só aguardam a regulamentação dos itens. Além das ações das três marcas, a Kering anunciou a compra de três milhões de máscaras cirúrgicas importadas da China. O segmento de óculos da Kering, junto às italianas Brioni e Pomellato também doaram € 2 milhões para hospitais das regiões da Lombardia, Vêneto, Toscana e Lazio.

  • Prada

    A grife prometeu entregas (que estão acontecendo diariamente) de 80 mil macacões médicos e 110 mil máscaras até o dia 6 de abril. Os artigos estão sendo produzidos na fábrica da Prada na comuna de Montone, na região da Umbria. Miuccia Prada e seu marido, Patrizio Bertelli, que são coCEOs da grife, também fizeram doações privadas: duas unidades de UTI e ressuscitação para os hospitais Vittore Buzzi, Sacco e San Raffaele, todos em Milão.

  • Estée Lauder

    Na segunda-feira, 23 de março, a marca anunciou que irá reativar uma fábrica no estado de Nova York (em Melville, Long Island) para produzir álcool em gel. Ainda não foi comunicado o destino da linha de produção. No mesmo comunicado, a Estée Lauder também informou a doação de US$ 2 milhões para a organização Médicos Sem Fronteiras.

  • Giorgio Armani

    O proprietário e designer homônimo do grupo Armani foi um dos primeiros a pôr em prática ações relacionadas ao novo coronavírus. Seu primeiro gesto foi realizar o desfile da grife, que aconteceu no dia 23 de fevereiro durante a Semana de Moda de Milão, sem plateia. Na sequência, doou o total de € 2 milhões para três hospitais milaneses, ao Lazzaro Spallanzani National Institute em Roma e para a Agência de Proteção Civil da Itália. A última iniciativa, anunciada na quinta-feira, 26 de março, é a fabricação de macacões médicos descartáveis nas fábricas do grupo Armani.

  • Moncler

    O CEO da empresa, Remo Ruffini, anunciou a doação de € 10,7 milhões para a região da Lombardia e para a construção de um novo hospital, com mais de 400 unidades de cuidados intensivos.

  • Dolce & Gabbana

    Os proprietários Domenico Dolce e Stefano Gabbana realizaram uma doação de valor secreto para a Universidade Humanitas, em Milão, direcionada para avanços nas pesquisas referente à Covid-19.

  • Edizione Srl

    O braço de investimentos da família Benetton (proprietários da United Colors of Benetton) doou € 3 milhões para hospitais localizados em Milão, Roma e Treviso.

  • Bulgari

    A marca italiana fez uma doação (de valor não revelado) ao Departamento de Pesquisa do Hospital Lazzaro Spallanzani em Roma. A doação permitirá a equipe científica a aperfeiçoar os procedimentos de diagnósticos, a cura e o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19. A joalheria romana decidiu passar a fabricar 200 mil unidades por mês de frascos de álcool gel para as mãos – a serem fornecidos prioritariamente a todas as instalações médicas através da Protezione Civile (Departamento de Proteção Civil Italiana).

  • Salvatore Ferragamo

    A Salvatore Ferragamo, uma das mais tradicionais marcas de moda italiana, tomou a iniciativa de fabricar 100 mil máscaras antibacterianas de TNT, fornecer 50 mil antisépticos para as mãos e 3 mil máscaras de classificação FPP1 às unidades locais de saúde, em um acordo com a região da Toscana.

  • Ralph Lauren

    Por meio de sua fundação, batizada de Fundação Ralph Lauren Corporate, a marca anunciou a doação de US$ 10 milhões. Os fundos serão destinados para assistir funcionários da marca, contribuir para o fundo World Health Organization COVID-19 Solidary Response, continuar colaborando para o Fundo Pink Pony (que auxilia pacientes com câncer) e por fim, uma doação para o Council of Fashion Designers of America, o CFDA. Além da quantia, a Ralph Lauren também está produzindo 250.000 máscaras e 25.000 roupas de isolamento.

LVMH

A primeira boa ação do grupo foi a fabricação de milhares de litros de álcool em gel para o abastecimento dos hospitais públicos de Paris. Para manter a produção, as fábricas que usualmente produzem perfumes, foram adaptadas para a produção do material de higiene. Outra medida recente adotada pelo bilionário Bernard Arnault foi a encomenda de 40 milhões de máscaras de um fabricante chinês para abastecer o sistema de saúde francês.

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