Primeira pessoa recebe vacina experimental contra coronavírus em Seattle

reprodução/forbes
Um farmacêutico aplica em Jennifer Haller (à esquerda) a primeira dose da vacina experimental contra a doença COVID-19, ontem (16) no instituto de pesquisa Kaiser Permanente Washington Health Research Institute em Seattle

Um novo estudo clínico de fase 1 de uma potencial vacina para o coronavírus SARS-CoV2 começou ontem (16), em Seattle, nos EUA. A primeira pessoa a se inscrever no estudo recebeu a dose.

A vacina, mRNA-1273, foi desenvolvida pela empresa de biotecnologia Moderna em combinação com pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês). A pesquisa está sendo conduzida no Kaiser Permanente, em Seattle.

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A fase 1 visa testar três doses diferentes da vacina mRNA-1273 e espera recrutar 45 adultos saudáveis ​​para o estudo inicial. Os participantes receberão duas doses da vacina, com 28 dias de intervalo e serão monitorados para avaliar a segurança e a imunogenicidade. A pesquisa envolve ver quão bem a vacina estimula uma resposta imune a uma proteína na superfície do vírus.

A primeira pessoa a receber a vacina foi Jennifer Haller, 43 anos, de Seattle, que disse; “Espero que cheguemos a uma vacina em rapidamente e que possamos salvar vidas e que as pessoas possam voltar à vida o mais rápido possível”, em entrevista à “Time”.

“Este estudo é o primeiro passo no desenvolvimento clínico de uma vacina de mRNA contra a SARS-CoV-2, e esperamos que ela forneça informações importantes sobre segurança e imunogenicidade”, disse Tal Zaks, diretor médico da Moderna em um comunicado de imprensa. Ele acrescentou que Moderna já está trabalhando com o FDA e outras organizações para se preparar para um estudo de fase 2, que envolveria um número maior de pacientes.

O início do julgamento ocorre apenas 65 dias após o sequenciamento do novo coronavírus. Dois dias depois, os pesquisadores desenvolveram a vacina e começaram a fabricá-la, tendo o primeiro lote em 7 de fevereiro. Em 24 de fevereiro, após o teste analítico, a empresa o enviou ao NIH.

A vacina não pode causar Covid-19 e não contém o vírus, como é o caso de algumas outras vacinas. Em vez disso, contém um pequeno pedaço de código genético chamado mRNA, que os cientistas extraíram do vírus e depois expandiram em laboratório. Nesse caso, o mRNA codifica a proteína viral “spike”, que é vital para o coronavírus obter acesso às células humanas. Os pesquisadores esperam que a vacina estimule o sistema imunológico a atacar o vírus, impedindo o desenvolvimento da doença.

A vacina mRNA-1723 não foi testada em camundongos antes do início de ensaios clínicos em humanos, uma ocorrência incrivelmente rara que se mostrou controversa. Alguns especialistas estão insistindo que a gravidade e a necessidade urgente da situação atual justifica a medida, enquanto outros estão preocupados que isso possa violar vários padrões éticos e de segurança e colocar os participantes do estudo em risco maior que o normal.

Embora o desenvolvimento e a produção da vacina em potencial tenham sido incrivelmente rápidos, sua avaliação levará um tempo considerável. Todos os participantes serão acompanhados por 12 meses após a segunda dose para coletar os dados que os pesquisadores inicialmente precisam para descobrir se é seguro e eficaz.

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