Escrito nas estrelas: Como uma capa da Forbes se transformou em história de amor para o fundador da NatuScience

Egle Maria H Costa e Theo van der Loo (foto: arquivo pessoal)

Aviso: este texto contém uma história de amor que renderia um filme.

Não existem dúvidas que muitas capas da Forbes impulsionaram muitas histórias ou até foram um divisor de águas para quem ilustrou a parte mais visível da revista centenária. Mas não é todo dia que algum personagem divide suas memórias com a redação por livre e espontânea vontade.

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Na última segunda-feira (22), Theo van der Loo, fundador e CEO da NatuScience, procurou Antonio Camarotti, o publisher da Forbes, pelo LinkedIn, e deixou a seguinte mensagem: “Oi Camarotti. Tudo bem com você e sua família? Estou passando por aqui para te agradecer! Há três anos, a Forbes publicou foto com Os 25 Melhores CEOs na capa da revista. Uma amiga minha, dos anos 1980, viu minha foto e me localizou no LinkedIn. Saímos para jantar. Já faz quase três anos que estamos juntos e muito felizes. Já faz algum tempo que queria compartilhar essa história. (…) Um forte abraço e mais uma vez obrigado! Theo”.

Em poucas linhas, van der Loo, que na época ocupava o cargo de CEO da Bayer, instigou a equipe Forbes. Com toda certeza essa história resumida escondia muitos fatos incríveis. Contatamos a empresária (e atualmente noiva) Egle Maria H. Costa, fundadora da Glegoo Assessoria, que aceitou narrar em detalhes como foi o seu reencontro com van der Loo.

Ambos se conheceram em 1983, na época casados e com filhos pequenos –ela é mãe de três (Ricardo, Fabiana e Adriana) e ele de dois (Theo e Felipe). Encontraram-se em Miami após o seu primeiro marido conhecer van der Loo na fila do banco e o convidar para ir até sua casa, pois segundo Egle, a sua casa era um lugar de reunião das pessoas. Mas, mais de três décadas passaram, e, nesse tempo, nunca ouviram falar um do outro. Ambos se divorciaram do primeiro casamento. Ela, após dois casamentos, jurou que nunca mais se casaria –um amigo especialista em mapa natal avisou que “mesmo que ficasse em casa, teria um terceiro casamento. Que já estava escrito. Você vai ter aquele casamento que sempre idealizou na vida”.

Ela conta que, em 2017, viu na internet uma chamada para a lista “Os 25 Melhores CEOs do Brasil”. “Resolvi ler a matéria, e conforme passava as páginas, me deparei com a foto do Theo. Quando olhei para ele, aquilo me deu um negócio, pareceu uma manifestação divina”, descreve. “Falei a uma amiga, a Raimunda: ‘Esse é um homem, se ele estivesse divorciado, com ele eu me casaria’. Aquilo saltou da minha boca.” Egle, então, procurou van der Loo no LinkedIn e escreveu uma mensagem o parabenizando pela publicação da Forbes. “Também falei que já tinha sete netos, pois ele me conheceu com filhos pequenos, e no final passei o meu celular. Uma semana depois, ele me respondeu e passou o seu celular. Eu não liguei, mas passada meia hora ele me ligou, e conversamos uma hora e meia. Ele sugeriu um café e eu já disse ‘vamos jantar’”, conta, rindo.

Entre a decisão de sair para jantar até a concretização do encontro, foram alguns meses e muitos desencontros. Ambas agendas muito corridas, os dois viajando muito, até ele enviar um bilhete de avião para Egle. “Respondi ‘O globetrotter está indo para onde?’ Na verdade, ele estava chegando ao Brasil. Aí veio o convite para jantar, no Gero”, diz, completando que, “intimamente movida”, pensou em cancelar. “Olha como é o destino da gente. Muita gente pensa que tivemos um caso lá trás, mas [isso] nunca [aconteceu].” Egle ligou para a mesma amiga – a Raimunda, a quem ela costuma chamar de “Babázona”. “Ela me deu uma bronca e mandou eu ir. Quando eu cheguei e ele se levantou, a gente se deu um abraço. Segundo Theo, esse abraço mexeu com ele também. Falamos de tudo menos o que dois amigos conversam. Foi um conteúdo de vida muito interessante. Ficamos por lá e nem percebemos que o restaurante estava fechando. Ele me ofereceu uma carona até em casa e aí, vem alguns fatos interessante. Os nomes das nossas ruas eram anagramas, os nossos apartamentos eram o mesmo, o número ‘11’.”

Após ela descer do carro, passaram-se poucos minutos até ele mandar uma mensagem pra ela, parafraseando um filósofo, sobre como somos rodeados de sinais 24 horas por dia e não percebemos. Ali, ele alertou para a música que tocou quando Egle tinha descido do carro, “Somewhere Only We know”, da banda inglesa de rock alternativo Keane. “Nessa noite, eu fiquei na minha cama, escutei a música e pensei ‘Meu Deus do céu, o que está acontecendo?’. Lembrei do meu amigo do mapa. Nossas histórias eram muito parecidas, as mesmas decepções”, ela conta.

Tiveram um segundo encontro, dessa vez no Parigi, onde fecharam o restaurante mais uma vez. O terceiro encontro foi um almoço no domingo, onde cozinhariam juntos na casa de van der Loo. Aos risos, ela relata que quase “amarelou” e precisou ligar –mais uma vez– para a amiga Raimunda. Espécie de fada madrinha do casal, ela prontamente mandou ela ir mais uma vez. Respeitando um clichê dos romances, um buquê de flores exuberantes chegou para ela nesse meio tempo.

No final de setembro de 2017, engataram o relacionamento –contaram para a família, para os filhos adultos e casados, que se conheceram quando eram bem pequenos. Atualmente, moram juntos e estão com casamento marcado para dezembro: “Se não fosse a bendita revista, eu não teria encontrado ele, é um fato”.

*Tem uma história relacionada, impulsionada e vivida graças as capas da Forbes e quer compartilhar conosco? Envie um e-mail para a autora da matéria no [email protected]

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