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Zodíaco dos bilhões: como os mais ricos do mundo fazem negócios segundo os astros

Segundo análise astrológica, Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, possui aspectos favoráveis à modernidade e inovação

8 min
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ReproduçãoEstudo de estatístico francês identificou padrões astrológicos nas características comuns de profissionais de sucesso

Amada por uns e odiada por outros, a astrologia pode ser uma ferramenta de contribuição para o autoconhecimento. Longe do carimbo místico e de ser um encarte de horóscopos com uma frase sobre o que vai acontecer no seu dia, ela tem um poder muito maior: o de identificar tendências com base em cálculos matemáticos e na observação de ciclos, para assim indicar o melhor caminho e resposta para cada situação, problema e até maneiras melhores de levar a vida.

Astrologia à prova

mjostodd/Getty Images
mjostodd/Getty ImagesPsicólogo e estatístico francês Michel Gauquelin, foi um dos grandes nomes a desafiar e contribuir para a astrologia

Em 1961, o estatístico e psicólogo francês Michel Gauquelin publicou um anúncio na revista “Ici Paris” com a oferta gratuita de uma análise de personalidade e horóscopo pessoal para os leitores da publicação. Os interessados deveriam enviar seus nomes, data e local de nascimento e endereço. Das mais de 150 pessoas que responderam ao material personalizado enviado pelo pesquisador, 94% se diziam satisfeitas e mais de 90% disseram que pessoas próximas os reconheciam no perfil enviado.

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Apesar da mostra promissora, os leitores agraciados com a análise da personalidade na verdade haviam recebido o perfil de Marcel Petiot, um famoso médico e serial killer francês, nascido em Auxerre, em 17 de janeiro de 1897. Na época do experimento, Gauquelin comentou que as pessoas tendiam a ver o horóscopo como um espelho.

Escrito nas estrelas

Ksenija-free/Getty Images
Ksenija-free/Getty ImagesDados do estudo de Gauquelin mostraram uma ligação matemática entre a habilidade para o esporte de alta performance e o posicionamento do planeta Marte no mapa natal

Uma das reviravolta nos estudos astrológicos de Gauquelin aconteceu no final da década de 1950, quando ele e sua esposa, a psicóloga Françoise Schneider-Gauquelin, decidiram analisar a relação entre planetas e traços de personalidade, com o intuito de identificar o motivo de determinadas características serem encontradas em profissionais de alta performance.

Para fundamentar sua pesquisa sobre a relação entre a posição de um planeta no horário e local de nascimento à traços de personalidade de profissionais bem-sucedidos, o estatístico e sua esposa junto a uma equipe de pesquisadores analisaram o perfil de mais de 2.000 personalidades francesas de sucesso e conhecidas. O trabalho, que levou dez anos para ser concluído, usou como base mais de 5.000 documentos biográficos sobre os analisados, escritos por terceiros, identificando, nas palavras dos autores, como os biografados eram adjetivados –impetuoso, decidido, ambicioso, imponente, etc. No total, o estudioso e sua equipe identificaram mais de 6.000 traços para atletas campeões, 10 mil para cientistas, 18 mil para atores e 16 mil para escritores.

Para correlacionar os dados, Gauquelin criou uma ficha para cada característica identificada e listou os nomes das personalidades com tal traço, junto aos posicionamentos planetários de cada uma no horário do nascimento.

Um resultado, em específico, chamou a atenção do estatístico: os dados mostraram uma ligação matemática entre a habilidade para o esporte de alta performance e o posicionamento do planeta Marte no mapa natal. “No fim das contas, havia uma relação estatística cada vez mais sólida entre o momento do nascimento de grandes homens e seu sucesso profissional (…). Tendo coletado mais de 20 mil datas de nascimentos de celebridades profissionais de vários países europeus e dos Estados Unidos, tenho que chegar à conclusão inevitável de que a posição dos planetas no momento do nascimento está ligada ao próprio destino. Que desafio para a mente racional!”, escreveu o estudioso. Mais tarde, o experimento de análise dos 2.000 nomes franceses foi batizado de Efeito Marte.

Os astros como ferramenta de autoconhecimento

Divulgação
DivulgaçãoAstrólogo brasileiro Mauricio Bernis vê a astrologia como ferramenta de direcionamento e autoconhecimento

Mauricio Bernis, astrólogo certificado pela International Society for Astrological Research, consultor empresarial e presidente da AstroBrasil Consultoria, é o nome de maior destaque no país quando o assunto é astrologia nos negócios. Sobre como o trabalho funciona, o profissional comenta que “a astrologia faz relação entre a posição e movimento dos astros com a vida na terra, ligando os eventos e os ciclos que aplicam a eles”.

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Bernis defende que a astrologia “não se trata de uma adivinhação ou outras coisas que envolvem o místico, é a aplicação de um modelo matemático. Quando falamos de mapa natal, ali nós temos uma configuração planetária que é resultado de observação milenar que oferece informações. Conforme o posicionamento, há uma tendência e inclinação para um tipo de comportamento em diferentes campos da vida”. O astrólogo comenta ainda sobre estudo que deu origem ao “Efeito Marte” de Gauquelin na Universidade de Sorbonne: “Por meio de métodos estatísticos, ele conseguiu fazer correlações que superam coincidências. O resultado da pesquisa mostra que a probabilidade de uma pessoa com determinado aspecto planetário não ser um atleta de alta performance é de uma em cinco milhões. É quase como acertar na loteria”.

Dentro dos estudo astrológico, o mapa natal de uma pessoa é dividido em setores e cada um está relacionado a um aspecto da vida. Ter tais informações ao alcance das mãos ajuda o indivíduo a entender como ele tende a se comportar e como pode melhorar ou agir diferente. Como o próprio nome sugere, trata-se de um mapa –e mapas servem para nos mostrar onde estamos, assim como a forma de chegar a algum lugar.

Bernis frisa que é preciso fugir das análises simplistas de signos: “Os signos dão um inclinação natural para as coisas da vida, mas não posso estabelecer um padrão de comportamento somente a partir deles. Daí a importância da análise do conjunto como um todo”. O astrólogo exemplifica: “Dependendo do mapa da pessoa, um determinado planeta será regente de assuntos financeiros e, se ele tiver em um ângulo aproximado de 60º com Júpiter, é um indício de que a pessoa terá oportunidade e facilidade de ganhos financeiros. Agora, se alguém tem esse mesmo conjunto mas com a inclinação de 90º, essa pessoa tende a gastar mais. E, assim, cada um dos astros possui um determinado efeito que pode, sim, ser diferente do que prega a natureza do signo”.

Astrologia nos negócios

peshkov/Getty Images
Períodos de crise são os momentos de maior procura por consultas astrológicas voltadas para o meio empresarial

Sim, a astrologia pode ser aplicada aos negócios e, segundo Bernis, o maior volume de procura está relacionado ao planejamento e à tomada de decisões. “Ela permite uma antevisão dos acontecimento e, por meio do estudo dos ciclos, é possível auxiliar no planejamento.”

O astrólogo conta que a procura por consultas é maior em períodos de crise. “A incerteza do horizonte faz aumentar a busca porque a astrologia é uma ferramenta de tendência e avaliação. Ela ajuda no processo de autoconhecimento, reflexão a respeito de si, comportamento e sentimento. E tudo isso pode ajudar a ver as coisas de perspectivas diferentes ou evitar decisões ruins.”

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Bernis conclui que é preciso alterar a visão mística e esotérica sobre a leitura do posicionamento dos astros: “Nós lemos as leis da natureza, não produzimos nem alteramos nada. É o livre-arbítrio que vai dizer como você vai encarar a chuva, eu consigo dizer conforme o comportamento se a estrada está alagada ou não”.

Veja, na galeria de imagens a seguir, a análise astrológica de Mauricio Bernis sobre o perfil de 12 bilionários do mundo:

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