A Forbes divulgou nesta semana a edição 2025 da sua tradicional lista global de bilionários, que pela primeira vez ultrapassou a marca de 3 mil nomes: são 3.028 pessoas com patrimônio acumulado de US$ 16,1 trilhões (R$ 91,8 trilhões), superando o PIB de todos os países do mundo, com exceção de Estados Unidos e China.
Entre os brasileiros listados, 20 têm participação direta ou relevante no agronegócio — como origem da fortuna ou como parte substancial do portfólio. Juntos, esses nomes somam US$ 60,4 bilhões, o equivalente a R$ 302 bilhões, considerando uma cotação de R$ 5 por dólar, ou seja, uma média de US$ 3,02 bilhões (R$ 15,1 bilhões).
O destaque absoluto é Jorge Paulo Lemann & família, com patrimônio estimado em US$ 17 bilhões, ligado ao setor de bebidas por meio da AB InBev, maior cervejaria do mundo. Seus sócios de longa data, Carlos Alberto Sicupira & família (US$ 7,6 bilhões) e Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (US$ 5,8 bilhões), também figuram no ranking com origem no mesmo grupo.
O setor de proteínas também está representado com os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, cada um com US$ 3,8 bilhões. Outros nomes relevantes incluem Rubens Ometto Silveira Mello, líder do setor sucroenergético; Lucia Maggi & família, referência na produção de grãos; e membros das famílias Feffer, Voigt e Moraes, com atuação em áreas como papel e celulose, energia e alimentos processados.
Confira os bilionários com suas fortunas ligadas ao agro:
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1 / 13 Dania MaxwellBloomberg1 – Jorge Paulo Lemann & family Posição no ranking geral: 119 Patrimônio Líquido: US$ 17,0 bilhões (R$ 95,78 bi) Idade: 85 anos Fonte de riqueza: Cervejas e bebidas Jorge Paulo Lemann começou no banco de investimento e depois se tornou acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Também são controladores Carlos Sicupira e Marcel Herrmann Telles, ambos bilionários. Em 2016, a AB InBev concluiu sua aquisição de quase US$ 100 bilhões da SABMiller, adquirindo marcas como Pilsner Urquell e Foster's Lager. Eles também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede de café canadense Tim Hortons. Em 2013, a empresa de private equity de Lemann, 3G Capital, e a Berkshire Hathaway de Warren Buffett compraram a H.J. Heinz & Company. Então a Heinz se fundiu com a Kraft. -
2 / 132 – Carlos Alberto Sicupira & family Posição no ranking geral: 418 Patrimônio Líquido: US$ 7,6 bilhões (R$ 42,82 bi) Idade: 77 anos Fonte de riqueza: Cerveja A maior parte da riqueza de Carlos "Beto" Sicupira vem de suas ações da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, na qual ele possui cerca de 3% de participação. Seus colegas acionistas na AB Inbev incluem os parceiros de negócios brasileiros de longa data Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles, ambos bilionários. Em 2016, a AB InBev concluiu sua aquisição de quase US$ 100 bilhões da SABMiller, adquirindo marcas como Pilsner Urquell e Foster's Lager. Sicupira e seus parceiros também possuem participações na listada Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede de café canadense Tim Hortons. Em 2013, a empresa de private equity do trio, 3G Capital, e a Berkshire Hathaway de Warren Buffett compraram a H.J. Heinz & Company. Mais tarde, a Heinz se fundiu com a Kraft. -
3 / 133 – Max Van Hoegaerden Herrmann Telles Posição no ranking geral: 605 Patrimônio Líquido: US$ 5,8 bilhões (R$ 32,68 bi) Idade: Não informada Fonte de riqueza: Cerveja Max Van Hoegaerden Herrmann Telles deriva sua fortuna de sua participação no conglomerado de cerveja Anheuser-Busch InBev, que recebeu de seu pai Marcel Telles em 2023. O Telles mais velho, também bilionário, é cofundador da 3G Capital, a empresa de private equity mais conhecida por seus investimentos lucrativos e de longo prazo em empresas de alimentos e bebidas, como Burger King, Popeyes e Tim Hortons do Canadá. -
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4 / 13 A.CoelhoBloomberg_EPeresAP4 e 5 – Wesley Batista e Joesley Batista Posição no ranking geral: 948 Patrimônio Líquido: US$ 3,8 bilhões cada(R$ 21,41 bi) Idade: 55 anos e 53 anos Fonte de riqueza: Agroindústria processadora de proteínas Wesley Batista e Joesley Batista são os dois irmãos bilionários que controlam a JBS S.A. de capital aberto, uma das maiores empresas de processamento de carne do mundo. O pai deles, José Batista Sobrinho, começou o negócio com um pequeno açougue em Anápolis, no centro do Brasil, e depois adquirindo matadouros na região. Os irmãos assumiram o controle da JBS na década de 2000, levando à aquisição em 2007 da processadora de carne suína e bovina dos EUA Swift & Co. por US$ 225 milhões. Eles também lideraram a expansão internacional da JBS e seu principal negócio agrícola, que se tornou um dos maiores do Brasil. Wesley Batista Filho, na linha dos sucessores de Wesley, se tornou diretor da divisão americana da empresa em maio de 2023. -
5 / 13 ForbesEUA6 – Alceu Elias Feldmann & family Posição no ranking geral: 1108 Patrimônio Líquido: US$ 3,3 bilhões (R$ 18,59 bi) Idade: 75 anos Fonte de riqueza: Fertilizantes Alceu Elias Feldmann é o fundador da Fertipar, uma gigante brasileira de fertilizantes com receita de US$ 3,9 bilhões em 2021. Ele e seus três filhos mantiveram o controle privado das ações da Fertipar. Feldmann, munido de um diploma em engenharia agrícola pela Universidade Federal do Paraná, fundou a empresa em 1980. Ele ainda atua como presidente do conselho e presidente da Fertipar, que opera uma dúzia de empresas em todo o Brasil. -
6 / 13 Dado GaldieriBloomberg7 – Marcel Herrmann Telles & family Posição no ranking geral: 1.573 Patrimônio Líquido: US$ 2,3 bilhões (R$ 12,96 bi) Idade: 75 anos Fonte de riqueza: Cerveja Marcel Herrmann Telles é cofundador da empresa de private equity 3G Capital, mais conhecida por seus investimentos na Anheuser-Busch InBev e na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de fast-food Tim Hortons. Em 2013, a empresa de private equity do trio, 3G Capital, e a Berkshire Hathaway de Warren Buffett compraram a H.J. Heinz & Company. Então a Heinz se fundiu com a Kraft. Em dezembro de 2023, Telles doou sua participação na Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, para seu filho Max Van Hoegaerden Herrmann Telles. -
7 / 13 Paulo_DAlessandro_Forbes8 – Rubens Ometto Silveira Mello Posição no ranking geral: 2.233 Patrimônio Líquido: US$ 1,5 bilhão (R$ 8,45 bi) Idade: 75 anos Fonte de riqueza: Bioenergia Rubens Ometto Silveira Mello se tornou o primeiro bilionário do etanol do mundo em 2007. A Cosan, sua gigante do açúcar, está listada na Bolsa de Valores de Nova York. As origens da empresa datam de 1936, quando os avós de Ometto estabeleceram uma usina de cana-de-açúcar em São Paulo. Após várias aquisições, a Cosan se tornou uma das maiores produtoras e processadoras de cana-de-açúcar do mundo e uma das maiores produtoras de etanol. Além de suas ações da Cosan, Ometto também detém um portfólio de investimentos imobiliários. -
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8 / 139 e 10 – Eduardo Voigt Schwartz e Mariana Voigt Schwartz Gomes Posição no ranking geral: 2.233 Patrimônio Líquido: US$ 1,5 bilhão cada (R$ 8,45 bi) Idade: 35 anos e 30 anos Fonte de riqueza: Indústria Eduardo e Mariana Voigt Schwartz estão entre os maiores acionistas individuais da WEG, a maior fabricante de motores elétricos da América Latina. A empresa foi cofundada pelo avô Werner Ricardo Voigt junto com os ex-bilionários Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus (falecido). Uma multinacional de capital aberto com fábricas em mais de dez países, a WEG teve receitas de aproximadamente US$ 6,7 bilhões em 2024 e ambos não possuem assento no conselho ou posição executiva. Na Weg Agro, a empresa oferece serviços voltados à irrigação, automação de sistemas para armazenagem de grãos, além de motores e motorredutores para as indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas. -
9 / 1311, 12 e 13– José Ermírio de Moraes Neto, Neide Helena de Moraes e José Roberto Ermírio de Moraes Posição no ranking geral: 2.479 Patrimônio Líquido: US$ 1,3 bilhão cada (R$ 7,32 bi) Idade: 72 anos, 70 anos e 67 anos Fonte de riqueza: Indústria, Banco, Minerais José Ermírio de Moraes Neto, José Roberto Ermírio de Moraes e Neide Helena de Moraes são herdeiros do Grupo Votorantim, um dos maiores conglomerados industriais de capital fechado do Brasil. Netos de José Ermírio de Moraes, fundador da companhia em 1918, os três irmãos herdaram participações iguais de 8% na empresa após a morte do pai, José Ermírio de Moraes Filho, em 2001. O Grupo Votorantim atua em mais de 20 países nos setores de alumínio, papel e celulose, energia, serviços bancários e cimento, onde mantém um setor de insumos agrícolas voltados à nutrição e correção do solo. Além disso, a Citrosuco, que nasceu da fusão dos negócios de suco de laranja do Grupo Fischer e Grupo Votorantim, é um dos maiores do mundo neste setor. -
10 / 1314 e 15 – David Feffer e Daniel Feffer Posição no ranking geral: 2.479 Patrimônio Líquido: US$ 1,3 bilhão (R$ 7,32 bi) Idade: 68 anos e 65 anos Fonte de riqueza: Papel e Celulose David Feffer é o filho mais velho de Max Feffer, cujo pai imigrante Leon Feffer lançou o negócio da família. Seu avô Leon Feffer fundou a empresa brasileira de celulose e papel Suzano em 1924. David e seus três irmãos - Daniel, Jorge e Ruben - herdaram ações da Suzano. A Suzano adquiriu a Fibria em janeiro de 2019 por cerca de US$ 7,5 bilhões, criando a maior produtora de papel do Brasil. David é presidente do conselho de administração da Suzano e lidera o braço de investimentos da família desde 2003, e Daniel é o vice-presidente da empresa. Defensor dos mercados abertos, Daniel é o presidente da filial brasileira da Câmara de Comércio Internacional. Ele também fundou a Intelligent Tech & Trade Initiative, um projeto que explora como novas tecnologias, como IA e blockchain, podem melhorar as negociações comerciais internacionais. -
11 / 1316 e 17 – Jorge Feffer & family, e Ruben Feffer Posição no ranking geral: 2.6237 Patrimônio Líquido: US$ 1,2 bilhão (R$ 6,76 bi) Idade: 60 anos e 55 anos Fonte de riqueza: Papel e Celulose Jorge e Ruben Feffer estão entre os quatro irmãos bilionários que controlam a Suzano, uma gigante brasileira de papel fundada por seu avô. Em janeiro de 2019, a Suzano concluiu uma aquisição de aproximadamente US$ 7,5 bilhões da fabricante brasileira de celulose e papel Fibria. Jorge foi o vice-diretor corporativo da Suzano de 2013 a 2015. O irmão Ruben, conhecido como Binho, é pianista nas artes pela indicação ao Oscar em 2013. Ao contrário dos outros irmãos, ele não é membro do conselho da Suzano. -
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12 / 1318 e 19 – Dora Voigt de Assis e Lívia Voigt de Assis Posição no ranking geral: 2.623 Patrimônio Líquido: US$ 1,2 bilhão cada (R$ 6,76 bi) Idade: 27 anos e 20 anos Fonte de riqueza: Indústria Dora e Lívia Voigt de Assis estão entre as maiores acionistas individuais da WEG, que é a maior fabricante de motores elétricos da América Latina, entre eles modelos destinados às máquinas agrícolas, além de soluções para irrigação e armazenagem. A empresa foi cofundada por seu avô Werner Ricardo Voigt junto com os falecidos bilionários Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus, hoje com fábricas em 10 países. Ambas não ocupam assentos no conselho ou qualquer posição executiva na WEG. Lívia é a segunda bilionária mais jovem do mundo, atrás do herdeiro farmacêutico alemão Johannes von Baumbach, de 19 anos. -
13 / 13 Amaggi_Divulg20 – Lucia Maggi & family Posição no ranking geral: 2.933 Patrimônio Líquido: US$ 1,0 bilhão (R$ 5,63 bi) Idade: 92 anos Fonte de riqueza: Commodities agrícolas, trading, agroindústria e energia Lucia Borges Maggi é cofundadora do Grupo Andre Maggi, também conhecido como Amaggi, um dos maiores do agro do país. Seu marido, Andre Maggi, morreu em 2001 e ela assumiu como acionista majoritária do grupo após sua morte. A Amaggi produz e origina cerca 1,2 milhão de toneladas de grãos e fibras, como soja, milho e algodão, em fazendas no Brasil e comercializa cerca de 18 milhões. Atua em logística e operações portuárias, fábricas e armazéns, além da geração e comercialização de energia renovável Hoje, Lúcia continua sendo uma das acionistas controladoras da Amaggi, junto com o filho Blairo Maggi e genros. Na foto, ela está em um evento, por volta de 2017, quando o filho foi ministro da agricultura.