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Starbucks Pode Estar À Procura de Comprador para Seus Negócios de Café na China

Notícia na imprensa do país asiático relata que empresa norte-americana já realizou reuniões com cerca de 20 potenciais investidores

3 min

A popular cadeia norte-americana de cafés Starbucks está à procura de um comprador para os seus negócios na China, por causa do impacto nos resultados da empresa frente à concorrência local, informou em 26/6 o portal de notícias Caixin.

A Caixin, que cita fontes anônimas, informa que a empresa norte-americana realizou recentemente reuniões com quase 20 potenciais compradores, embora a atual avaliação de mercado da Starbucks torne a operação cara e, portanto, “difícil”.

Uma dessas fontes indicou que a Starbucks iniciou estas rondas de contatos em fevereiro, primeiramente apenas à procura de um parceiro local. Alguns fundos de investimento mostraram interesse, mas não dispunham de recursos suficientes, indicou.

Após apresentar os resultados do segundo trimestre, o diretor executivo da Starbucks, Brian Niccol, afirmou que a sua equipa está focada em efetuar mudanças nos seus negócios na China para “ser mais competitiva” nesse mercado, com o qual reafirmou o seu “compromisso a longo prazo”.

“Vemos um grande potencial para os nossos negócios na China ao longo dos próximos anos e continuamos abertos a [descobrir] como alcançá-lo”, afirmou o executivo.

No entanto, as cadeias chinesas de cafetarias emergentes estão ameaçando a presença da Starbucks: de acordo com um relatório da Zheshang Securities, a sua participação de mercado caiu de 5,6% para 4,2% entre 2022 e 2024, enquanto a do seu principal rival, a Luckin Coffee, subiu de 6,1% para 11% no mesmo período.

Além disso, a entrada do gigante chinês do comércio eletrónico JD.com no negócio de entrega de comida em domicílio intensificou a guerra de preços no setor das bebidas, uma vez que a plataforma Ele.me – do rival Alibaba – anunciou semanas depois uma promoção em que oferecia milhões de chás com leite ou cafés.

Em um cenário de debilidade para o consumo na China, a Starbucks teve que reduzir os preços de dezenas de produtos: a Caixin estima esses descontos em cerca de 5 yuans (0,6 euros ou R$ 3,80) em média e esclarece que, por enquanto, não incluem o café, mas outras bebidas como os “frappuccinos”, os chás gelados ou os chás com leite.

Em resposta à informação divulgada pela Caixin, a Starbucks assegurou em um comunicado que não está “considerando a venda total dos seus negócios na China” e que está simplesmente “avaliando qual é a melhor forma de aproveitar as futuras oportunidades de crescimento”.

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