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Falta de Vacina Coloca a Pecuária em Alerta; Entenda o Motivo

A clostridiose pode gerar um efeito grave e em cadeia, que pode ser potencializado com o início da seca

2 min

O bem-estar animal começa na prevenção. A falta de vacinas contra a clostridiose no Brasil está acendendo um alerta dentro da pecuária. Pouco se fala sobre o desabastecimento das vacinas no mercado, mas muitos pecuaristas já estão enfrentando dificuldade para encontrar o produto e manter o calendário sanitário do rebanho.

E isso pode gerar um efeito em cadeia grave. Primeiro, aumenta o risco de surtos da doença e de mortes súbitas nos animais. Segundo, existe um agravante importante. Estudos mostram que o Clostridium pode permanecer vivo no solo por décadas, contaminando áreas e aumentando o risco sanitário ao longo do tempo. E agora entramos em um período ainda mais desafiador.

Com o início da seca, aumenta a concentração de animais em confinamentos, favorecendo ainda mais a disseminação. Ou seja, o momento é de alerta. Quando falamos em bem-estar animal, muitas vezes pessoas ainda pensam apenas no manejo, num curral.

Mas um dos pilares mais importantes do bem-estar é a prevenção. É agir antes do problema acontecer. Porque depois que o surto começa, discutir apenas medidas emergenciais já não é o suficiente. O sucesso da saúde, do bem-estar animal e do controle sanitário depende de ações preventivas.

E esse problema da clostridiose é um exemplo muito claro disso. Porque quando falhamos na prevenção, passamos a criar um risco sanitário para todo o sistema produtivo. Porque sistemas equilibrados começam antes do problema acontecer.

  • Carmen Perez é pecuarista e entusiasta das práticas do bem-estar animal na produção animal. Há 14 anos, trabalha a pesquisa na fazenda Orvalho das Flores, no centro-oeste do Brasil, juntamente com o Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal e universidades internacionais. Foi presidente do Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA) em 2017/2018.
  • Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente a opinião de Forbes Brasil e de seus editores
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