Os acionistas da Raízen aprovaram nesta sexta-feira (30) a segregação de seus negócios de açúcar, etanol e bioenergia da unidade de distribuição de combustíveis, operação que resultará em duas companhias abertas, independentes e listadas em bolsa, segundo fato relevante.
Com a separação, a Raízen Energia concentrará as atividades de produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia, enquanto a Raízen S.A. ficará com as operações de distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell.
A operação ainda está condicionada ao cumprimento das condições previstas no plano de recuperação extrajudicial e das exigências legais.
Os acionistas da Raízen também aprovaram nesta sexta-feira a implementação do plano de recuperação extrajudicial da empresa, disseram à Reuters três pessoas familiarizadas com o assunto. O pacote inclui um aumento de capital planejado entre R$3,5 bilhões e R$39,8 bilhões, de acordo com um documento da empresa publicado na segunda-feira. Procurada, a Raízen não quis comentar.
O plano de reestruturação extrajudicial da Raízen, que envolve uma dívida de cerca de R$65 bilhões, é o maior da história do Brasil e ocorreu após uma série de apostas arriscadas, safras ruins e preços baixos das commodities.
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