Google e WGSN revelam tendências em alimentação durante a pandemia

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Confinamento abriu espaço para maior apreciação pelo preparo da própria comida

A crise causada pela pandemia de Covid-19 está mudando uma série de hábitos do consumidor, e isso tem sido especialmente notado no setor de alimentação. Como estamos passando mais tempo em casa, algumas iniciativas acabaram sendo incorporadas à rotina de uma parte representativa da população, como a compra de ingredientes frescos, a experimentação de novas receitas, o aprendizado de novas habilidades e o aperfeiçoamento de outras.

Para entender o que está acontecendo e mapear tendências, o Google e a WGSN, consultoria especializada em consumo, analisaram o comportamento dos internautas brasileiros com base nos assuntos mais procurados no gigante de buscas.

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A primeira tendência detectada é que feiras de bairro, pequenos produtores e negócios locais ganharam força. O levantamento registrou um aumento de 64% na busca por termos como “perto de mim”, “de bairro” (31%), “marmita perto de mim” (102%), “feira livre” (34%), “padaria perto de mim” (38%) e “sacolão” (34%), na comparação entre maio de 2019 e maio de 2020.

Esse movimento acabou por estimular a criação de soluções específicas para fomentar comércios do tipo. Lançado em maio e presente, atualmente, em mais de 400 cidades de todos os estados, do país, o webapp MeuVizinho.me cadastrou, só nos primeiros 15 dias, mais de 1 mil profissionais liberais e pequenos negócios e vem registrando crescimento orgânico de 5% ao dia nas operações. A empresa – que se autodenomina a primeira rede social de consumo local – não se restringe a produtos alimentícios, já que qualquer prestador de serviço pode se cadastrar, mas tem no segmento 40% dos atuais 2.380 fornecedores. De acordo com o idealizador Carlos Ávila, o mais interessante é que as pessoas podem usar a plataforma para divulgar o seu trabalho e, ao mesmo tempo, consumir e utilizar o serviço prestado por seus vizinhos. “Neste momento difícil que estamos vivendo, com a pandemia e o desemprego aumentando, fomentar o comércio local é uma saída positiva para todos”, afirma.

O monitoramento do Google e da WGSN constatou, ainda, que o tempo e o confinamento abriram espaço para maior apreciação pelo preparo da própria comida, crescente interesse em aprender a cozinhar novos pratos e desejo de assumir maior controle da experiência. As buscas dos brasileiros que mais chamaram a atenção e registraram aumentos significativos em relação ao ano passado foram por “pão caseiro” (111%), “macarrão caseiro” (65%), “massa fresca caseira” (59%), “processador de alimentos” (65%) e “batedeira” (32%).

A tendência detectada pelas buscas é corroborada pela plataforma de vídeos YouTube, que constatou, pelas hashtags, que as visualizações de conteúdos sobre receitas dobraram durante a pandemia.

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Por fim, o comportamento dos consumidores brasileiros no maior site de buscas do mundo revelou que, durante o isolamento, houve um aumento do interesse pelos termos “alho” (63%), “gengibre” (80%), “prata coloidal” (422%), “zinco” (65%), “vitamina C” (289%), “probióticos” (46%) e “propólis” (271%), o que revela que eles estão se voltado para alimentos e bebidas como ferramentas para o bem estar físico e mental.

A Raizs, plataforma que nasceu com o propósito de conectar o pequeno agricultor de produtos orgânicos ao consumidor final, está comprovando esse interesse no dia a dia de suas operações: o número de pedidos mais do que dobrou desde que a pandemia começou, as vendas aumentaram 217% e a base de usuários cresceu 215%. Mais de 100 pequenos produtores foram adicionados aos 800 que a plataforma já concentrava.

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