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Estas cidades na Europa pagam até US$ 55 mil para você se mudar para lá

Cidades na Espanha, Itália, Suíça e Grécia estão oferecendo subsídios significativos para atrair estrangeiros; aqui estão algumas das ofertas

4 min
Foto: Getty Images/ Forbes EUA
Foto: Getty Images/ Forbes EUACasas coloridas em uma cidade no topo de uma colina de Sardenha, na Itália

Várias cidades na Europa estão tão preocupadas com a diminuição da população que estão oferecendo subsídios para estrangeiros se mudarem. Há auxílios para compra de imóveis, aluguéis baratos e até mesmo pagamentos em dinheiro para que novos moradores se mudem – e tenham filhos. Tudo para incentivar a realocação.

A iniciativa não é nova, e as cidades que já colocaram em prática o financiamento e outros incentivos para a realocação têm recebido tanta atenção da mídia global que novos destinos estão aumentando suas ofertas. Da Suíça à Itália, Grécia à Espanha, em alguns casos o subsídio chega a € 50.000 (R$ 273.755) por família para atrair residentes.

“No entanto, você não encontrará incentivos como esses nos principais pontos de férias na praia ou nas grandes cidades”, explica ThinkSpain. “A ideia de incentivos financeiros para que as pessoas se mudem para os municípios é evitar que sua população diminua e justificar a manutenção ou aquisição de instalações que de outra forma poderiam ser consideradas não rentáveis.”

Existem muitos convites tentadores disponíveis em todo o continente. No final do ano passado, segundo a Time Out, a Itália anunciou que pagaria € 30.000 (R$ 164.253) às pessoas para se mudarem para algumas de suas cidades rurais. “O país também tem um esquema residencial de € 1 (R$ 5,50) em andamento, recentemente colocando à venda oito casas em Sant’Elia para estimular a economia da cidade.”

As ofertas – naturalmente – vêm com condições anexadas. Muitos, por exemplo, preferem famílias com filhos, ou pessoas que planejam ter filhos quando se estabelecerem. Eles também exigem garantia de que pretendem morar lá por muito tempo. “Muitas áreas rurais europeias enfrentam populações envelhecidas à medida que os jovens se mudam para as cidades ou optam por não ter filhos. Para combater isso, alguns governos locais estão incentivando os estrangeiros a residir lá”.

Em busca de nômades digitais

Após a pandemia de Covid-19, os nômades digitais se tornaram um dos principais alvos do turismo. “Ao contrário dos turistas tradicionais, os trabalhadores remotos tendem a permanecer em uma área por várias semanas ou meses, canalizando dinheiro para moradias locais, restaurantes, supermercados, academias, lavanderias e salões”, escreve Traveling Lifestyle.

Para atraí-los, pequenas cidades e vilas ao redor do mundo criaram programas especiais, pagamentos em dinheiro e outros incentivos.

Conforme o site, “as aldeias espanholas pagarão aos nômades digitais até US$ 3.500 (R$ 14.500) para se mudarem: a Rede Nacional de Aldeias Acolhedoras, que tem cerca de 30 membros, está tentando atrair trabalhadores remotos estrangeiros para a Espanha, fornecendo espaços de coworking, serviços de alta velocidade de internet e dinheiro para despesas de mudança.”

As aldeias participantes são “pequenas, baratas e cheias de charme”. O artigo diz que o custo de vida nesses lugares pode ser tão baixo quanto US$ 175 (R$ 875) por semana e não mais que US$ 475 (R$ 2.375) e menciona Benarraba, uma cidade com menos de 500 habitantes em Málaga, na região norte da Andaluzia, e Tolox, uma pitoresca aldeia também em Málaga, com uma população de apenas 2.250 habitantes, localizada nas montanhas de Sierra de las Nieves.

Também a cidade de Oliete, na região de Aragão, com 343 habitantes e “uma cena cultural e gastronômica vibrante”; a aldeia de Kuartango, no Parque Natural de Gorbeia, no País Basco, com uma população de 430 pessoas; Tejada, nas montanhosas Ilhas Canárias, uma pequena cidade “a apenas uma hora de carro do litoral”; e, San Vicente de La Sonsierra, na região de La Rioja, com 1.030 habitantes.

Veja algumas das ofertas mais recentes de cidades da Europa:

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*Cecília Rodrigues é colaboradora da Forbes USA. Ela escreve sobre viagens e assuntos europeus.

(Traduzido por Monique Lima)

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