Melhores cidades para viver: o que as 3 primeiras têm de especial
Viena, na Áustria, Copenhague, na Dinamarca, e Melbourne, na Austrália, se destacam pela infraestrutura, boa oferta de cultura e por seus serviços exemplares de saúde e educação
Copenhague, na Dinamarca, se manteve em 2º lugar no ranking, como em 2022, e Melbourne, na Austrália, saltou do 10º para o 3º lugar, completando o top três dos melhores lugares para morar.
A pandemia afetou as condições de vida em muitas cidades, devido ao seu impacto na infraestrutura de saúde e às restrições que impactaram não apenas os sistemas de saúde, mas a cultura, o meio ambiente e a educação. O impacto da pandemia foi incorporado à análise da EIU, com a introdução de novos indicadores para avaliar a situação de cada cidade.
Oportunidades inclusivas para todos os residentes desfrutarem de moradias acessíveis, acesso a espaços verdes, abundância de espaços públicos, sistemas de transporte público eficientes, disponibilidade de assistência médica e outras comodidades também estão entre os indicadores das melhores cidades.
Veja, a seguir, os principais motivos que explicam as movimentações do ranking ao longo dos anos, também influenciadas pela pandemia, e por que essas são consideradas, hoje, as melhores cidades para viver.
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O que coloca Viena em 1º lugar?
Com a diminuição das restrições da Covid, a pesquisa de 2023 (realizada entre 13 de fevereiro e 12 de março) mostra uma melhora geral em todo o mundo. A pontuação média do índice em todas as 172 cidades (excluindo Kiev) atingiu agora 76,2 – a mais alta em 15 anos e acima dos 73,2 do ano anterior.
Esse retorno a uma relativa normalidade significa que Viena mantém sua posição como a melhor cidade no mundo para viver em 2023. A capital austríaca tem uma combinação de estabilidade, boa oferta de cultura e entretenimento, infraestrutura confiável e serviços exemplares de educação e saúde.
Uma de suas poucas desvantagens é a falta de grandes eventos esportivos – que faz a pontuação de cultura ser 93,5, a única categoria com nota abaixo de 100.
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Por que a capital austríaca caiu em 2021?
Viena ocupa o 1º lugar da lista deste ano, feito que alcançou de 2018 a 2020 e também em 2022. Apenas em 2021 a capital austríaca caiu para o 12º lugar. A queda foi atribuída pela própria EIU, que elabora o ranking, ao aumento da pressão sobre os recursos e sistemas de saúde durante a segunda onda da pandemia. Na época, os famosos museus e restaurantes de Viena foram fechados, com restrições para conter a pandemia.
Em 2022, uma reversão das restrições por conta da Covid-19 se traduziu em um ranking semelhante ao pré-pandemia, com Viena liderando novamente o ranking.
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2º lugar: Copenhague
A capital da Dinamarca, assim como a da Áustria, se destaca pela estabilidade, educação e infraestrutura. Tem nota máxima em todas categorias.
Com os altos índices de vacinação contra a Covid-19 e a flexibilização das restrições, Copenhague subiu 13 posições no ranking de 2022 para chegar ao 2º lugar. Segundo a EIU, em geral, cidades de porte médio nos países mais ricos tendem a se sair excepcionalmente bem na pesquisa.
O retorno à normalidade após a pandemia ajudou as cidades australianas de Melbourne e Sydney a se recuperarem no ranking para o terceiro e quarto lugares, após uma queda acentuada em 2022.
Elas preenchem este ano as vagas ocupadas no ano passado por Zurich, na Suíça, e Calgary, no Canadá, empatadas em 3º lugar. Melbourne saltou da 10ª posição em 2022, com uma melhora na sua pontuação na categoria de saúde desde o ano passado, quando ainda era afetada por ondas da Covid que estressaram seus sistemas de saúde.
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