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Watches And Wonders Começa Amanhã com os Relógios Mais Desejados do Planeta

Evento em Genebra, na Suíça, reúne 60 marcas da relojoaria de luxo e é a principal vitrine do segmento que está em queda no mundo, mas em alta no Brasil

3 min

A partir de amanhã (1º de abril), toda atenção mundial da relojoaria de luxo estará voltada para a Palexpo, em Genebra (na esquina francesa da Suíça), palco do principal evento do ano no segmento: Watches and Wonders. Em 2025, o número de marcas que utilizam a ocasião para anunciar seus lançamentos aumentou, e chegou a 60 (a Bvlgari é uma das estreantes).

Até o dia 7 de abril são esperados mais de 50 mil visitantes. Os primeiros dias são exclusivos para lojistas, distribuidores e imprensa especializada. No dia 5, os portões serão abertos para o público geral – mas os ingressos para o sábado já estão esgotados há um bom tempo.

Um diferencial deste ano é que as marcas darão destaque aos seus jovens talentos: os melhores aprendizes vão apresentar seus trabalhos e comprovar que estão nos trilhos para formar a próxima geração de mestres relojoeiros. Entre as grifes presentes na Watches and Wonders com maior poder de arrancar suspiros dos aficionados, estão: Patek Philippe, Vacheron Constantin, Rolex, Cartier, Montblanc, Tudor, IWC, Panerai, Van Cleef & Arpels, Piaget e Tag Heuer.

A expectativa é que a Watches and Wonders 2025 atraia 50 mil visitantes

Mercado: em queda no mundo, em alta no Brasil

De acordo com os dados da Fédération de l’Industrie Horlogère Suisse FH, entidade que organiza as exportações dos relógios suíços, o mercado brasileiro vai muito bem obrigado, mas está na contramão do balanço mundial.

Depois do recorde histórico de 2023, quando as exportações de relógios suíços somaram 26,7 bilhões de francos – registrando um crescimento fantástico de 7,6% ante 2022 –, o ano de 2024 registrou uma queda de 2,8% graças ao resultado de 26 bilhões de francos. Com 15,3 milhões de relógios exportados ano passado (1,6 milhão a menos do que em 2023), houve uma queda de 9,4%.

A curva estava crescente desde 2020, na pandemia – caos que levou as vendas a 16,9 bilhões de francos. A diminuição da demanda do ano passado está ligada à retração principalmente dos mercados da China e Hong Kong. Os primeiros meses de 2025 não alimentam muitas esperanças de uma rápida recuperação do setor: em fevereiro, as exportações de relógios suíços registraram queda de 8,2%. No primeiro bimestre, o recuo foi de 2,4%.

Já no Brasil, a situação é oposta: alta, tanto nos números de 2024 comparados a 2023, como no primeiro bimestre de 2025 comparado ao mesmo período do ano passado – e não se trata de uma pequena alta; a curva é acentuada.

De janeiro a dezembro de 2024, a Suíça exportou para o Brasil 33.406 relógios (15.715 mecânicos e 17.691 eletrônicos): alta de 73,5%. Em valores, a alta é de 19,1% (50,1 milhões de francos negociados em 2024 contra 42 milhões do ano anterior). Os resultados de exportação para o Brasil no primeiro bimestre são ainda mais animadores: em relação à quantidade de unidades, alta de 162,8% (de 2.834 para 7.447 relógios); em relação ao valor, a alta é de 47,1% (de 5,5 milhões de francos para 8,1 milhões).

Nos próximos dias, acompanhe no portal da Forbes reportagens com os lançamentos das principais marcas na Watches and Wonders. O resumo de toda a cobertura, destacando alguns relógios das maisons mais desejadas do planeta, você verá na edição 129 da revista Forbes, que sobe no app até o fim de abril.

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