1. Início
  2. /
  3. Forbes Life
  4. /
  5. Watches and Wonders, Maior Evento da Relojoaria Mundial, Começa com Lançamentos de 65 Marcas
Forbes Life

Watches and Wonders, Maior Evento da Relojoaria Mundial, Começa com Lançamentos de 65 Marcas

Exportações de relógios suíços caíram 1,7% em 2025, mas fevereiro último fechou em alta de 9,2; Rolex ampliou liderança no segmento com 33% de market share

4 min

Nem a chuva fina, nem os 11º C de máxima nessa segunda-feira (13) em Genebra esfriaram a enorme expectativa na véspera do principal evento da alta relojoaria mundial. Começa na terça-feira (14), no Palexpo, a Watches and Wonders, base de lançamentos de 65 marcas (número recorde de expositores). Entre elas, Rolex, Patek Philippe, Vacheron Constantin, Cartier, Tudor, Van Cleef & Arpels, A. Lange & Söhne – e o retorno da Audemars Piguet, destaque entre as 11 estreantes.

Outros três números inéditos evidenciam a relevância da ocasião: 60 mil visitantes, 1.700 jornalistas internacionais e mais de 6 mil varejistas. De 14 a 20 de abril (aberto ao público de 18 a 20), nascem as tendências das novas coleções: as maisons mais desejadas do planeta divulgam suas novidades e fazem estremecer o segmento, arrancando suspiros de quem vê de perto e toca nas peças que vão disputar as manchetes no mundo todo.

Intensa programação cultural

O frisson não se resume ao centro de exposições gigantesco: Genebra vive uma semana especial, com programação cultural gratuita feita em colaboração com o Montreux Jazz Club – bandas tocando em palcos montados nas ruas. Lojas, instituições culturais e butiques de relógios usam todos os minutos possíveis para exposições, palestras, atividades e experiências imersivas.

Segue forte o interesse de gerações mais jovens pelo universo da relojoaria de luxo: ano passado, um quarto dos ingressos foram vendidos para menores de 25 anos. “Queremos continuar moldando o tempo e transmitindo a arte da relojoaria com significado e paixão para as futuras gerações”, disse Matthieu Humair, CEO da Watches and Wonders Geneva Foundation, antes da abertura. “Juntos, estamos construindo a relojoaria de amanhã.”

2025 em queda; fevereiro de 2026 em alta

Em 2025, as exportações de relógios suíços caíram pelo segundo ano consecutivo (-1,7% em relação a 2024), totalizando 25,6 bilhões de francos suíços. O número de relógios exportados caiu 4,8%, para 14,6 milhões de unidades – 740 mil a menos que no ano anterior. A política comercial dos Estados Unidos pesou fortemente sobre as exportações do setor para o seu maior mercado (17% das exportações). As informações são da Fédération de l’Industrie Horlogère Suisse (FH).

Embora os segmentos de preços mais elevados tenham continuado a apresentar uma procura estável, a maioria dos produtos registou uma retração. A queda em 2024 foi maior: 2,8%. O recorde de exportações aconteceu um ano antes, em 2023, quando as vendas somaram 26,7 bilhões de francos (crescimento de 7,2% ante 2022). A tendência de preferência por modelos bimetálicos (ouro e aço) se consolidou em 2025: alta de 45,1%.

Já em 2026, a indústria relojoeira suíça iniciou teve um primeiro bimestre “gangorra”: queda 3,6% em janeiro (1,92 bilhão de francos de exportações) e alta de 9,2% em fevereiro (2,2 bilhões de francos). O resultado de fevereiro marca o retorno ao crescimento, sinalizando uma possível estabilização para o setor entre março e abril. Sobre os mercados mais promissores, destaque para a França, impulsionado pelo turismo de luxo em Paris (+36,8% em janeiro, patamar mantido em fevereiro). A China (+5%) e Hong Kong (+2,6%) deram os primeiros sinais de recuperação – o mercado asiático fechou 2025 com fortes quedas: Japão (-5,8%), Hong Kong (-6,5%) e China (-12,1%).

Rolex na liderança (mais ainda)

A Rolex não só é líder do segmento como ampliou o seu domínio: o market share subiu de 32% em 2024 para 33% em 2025. A marca ultrapassou pela primeira vez o faturamento de 11 bilhões de francos (ante 10,6 do ano anterior; alta de 4%), mesmo tendo vendido menos peças: 1.150 milhão contra 1.176 (queda de 2%). Fechando as cinco primeiras do ranking: Cartier (9% de market share), Audemars Piguet e Patek Philippe, que passaram a Omega, em quinto.

A Rolex celebra alguns aniversários importantes em 2026, a começar pelo centenário da caixa Oyster, a primeira à prova d’agua do mundo (Mercedes Gleitze usou um Oyster para atravessar o Canal da Mancha em 1927). Dois septuagenários são passíveis de homenagens em 2026: o Day-Date (produzido apenas em ouro ou platina, conhecido como “Relógio dos Presidentes”, exibe o dia da semana por extenso em 26 idiomas) e o Milgauss (resistente a campos magnéticos, com o ponteiro de segundos em formato de raio laranja). Existe uma expectativa que a marca lance uma edição limitada – algo raro em se tratando de Rolex – ancorada no centenário do Oyster. Os próximos dias frenéticos aqui em Genebra dirão.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.