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Forbes Life

Lindsay Lohan Retorna Às Telonas e Reflete sobre Maternidade e Carreira

Atriz e produtora executiva estrela sequência de "Sexta-Feira Muito Louca", 22 anos depois do primeiro filme

6 min

Desde que interpretou irmãs gêmeas separadas no nascimento em “Operação Cupido“, passando pela filha que troca de corpo com a mãe (vivida por Jamie Lee Curtis) em “Sexta-Feira Muito Louca“, até a novata que se envolve com o grupo das populares em “Meninas Malvadas“, Lindsay Lohan, hoje com 39 anos, construiu uma carreira memorável em Hollywood.

A atriz retorna às telonas revivendo sua personagem Anna Coleman, 22 anos depois, no filme “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda“, da Disney, que já está em cartaz. Anna agora é mãe e enfrenta os desafios de criar sua filha adolescente, Harper (Julia Butters), ao mesmo tempo em que vive um novo romance com Eric (Manny Jacinto), também pai solo, e lida com os conselhos — muitas vezes não solicitados — de sua mãe, Tess, novamente interpretada por Curtis.

Com a inclusão de Lily (Sophia Hammons), filha de Eric, na trama, “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda” traz um novo nível de aventuras e aprendizados sobre o que significa literalmente se colocar no lugar do outro. Além de protagonizar o filme, Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis assinam como produtoras executivas do longa.

Confira os destaques da entrevista de Lindsay Lohan à Forbes

Forbes: Entre todos os caminhos que você e Jamie Lee Curtis imaginaram para “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda”, havia algo que fizeram questão de evitar nessa continuação, duas décadas depois?

Lindsay Lohan: Queria garantir que fosse um longa-metragem, porque o primeiro, também lançado nos cinemas, foi algo muito marcante. Trazer as pessoas de volta ao cinema era muito importante para mim. Então, eu realmente queria que isso acontecesse.

Além disso, o roteiro era delicado, pois temos uma garota inglesa e uma americana da Califórnia — e sabemos de onde isso vem [referência a “Operação Cupido”]. Por isso, tivemos que ter muito cuidado para que o roteiro não caísse demais nesse território.

Na vida pessoal, você tem se dedicado à construção da sua família e à criação do seu filho, Luai, de dois anos. Ao voltar a interpretar Anna, você vê paralelos entre a trajetória dela — entre maternidade e carreira — e a sua própria jornada?

Com certeza me identifico com a Anna tentando fazer mil coisas ao mesmo tempo como mãe, porque adoro ser multitarefas. Ser mãe, de modo geral, te dá uma nova perspectiva da vida. Você começa a enxergar o mundo de forma diferente, abre os olhos para novas formas de lidar com as coisas. Quis trazer mais disso para a personagem.

Também quis que a Anna fosse um pouco mais suave, porque, ao me tornar mãe, desenvolvi uma sensibilidade diferente que não tinha antes, em relação à vida e aos seus momentos. Quis mostrar um lado da Anna que ainda não tinha sido visto, de alguém que também evoluiu, um pouco como se a Tess tivesse deixado sua marca nela.

Você era adolescente quando gravaram o primeiro “Sexta-Feira Muito Louca” e agora se junta a Curtis como produtora executiva da continuação do filme. Como é ter autonomia e voz em seu trabalho não só diante das câmeras, mas também nos bastidores?

Significa tudo para mim. Gosto de estar envolvida no filme desde o início. Adoro poder opinar sobre o elenco, as locações, quem vai ser o figurinista. Todas essas partes do filme são importantes para mim porque hoje entendo muito disso, por ter crescido nessa indústria e passado tanto tempo nos sets. Ter mais controle me permite me aprofundar mais na personagem, na história e no produto final.

Após um hiato intencional da indústria do entretenimento, você retornou à atuação nos últimos anos, estrelando comédias românticas na Netflix. Pensando no futuro, que tipo de histórias, personagens ou gêneros mais despertam seu interesse hoje — como atriz e também como profissional criativa?

Quero encontrar filmes com histórias maiores, especialmente comédias românticas. Sinto falta de ver comédias românticas nos cinemas. Sei que fiz bastante coisa para o streaming da Netflix, mas sinto falta de levar esses filmes para as telonas.

Estou muito animada para começar a série “Count My Lies”, para o Hulu. Acho um projeto excelente. Sempre busquei um thriller sério, dramático, e essa personagem me interessa muito. Ela tem dois lados, o que adoro, e acho que vou me mostrar como atriz de formas que o público ainda não viu. Minha personagem é um pouco maluca, o que me anima bastante. É algo diferente.

Quem é Lindsay Lohan em 2025? O que mais tem alimentado seu propósito e paixão ultimamente?

O maior propósito e paixão da minha vida é meu filho. Tudo o que faço agora, tudo o que coloco no mundo e todo o trabalho que realizo é por ele e pelo futuro dele. Quero garantir que estou aproveitando esse trabalho para que, quando contar para ele mais tarde, seja sempre algo positivo, e que ele entenda que os momentos em que estive longe foram para fazer coisas que beneficiariam sua vida.

Você está nessa indústria há muitos anos. Hoje, sente que consegue aproveitar sua carreira de formas que antes não conseguia?

Acho que sim, porque parei. Fiz uma pausa na atuação porque realmente precisava. Foi muita coisa em pouco tempo. Queria um momento para sentir falta do meu trabalho e voltar a valorizar o ofício e todas as suas pequenas partes. Hoje valorizo cada pedacinho do processo muito mais do que antes. Quis sentir saudade de estar no set, de participar das coletivas de imprensa, e agora sinto isso de novo. Consegui resgatar isso e hoje amo ainda mais do que antes.

O que você espera que o público leve da história do novo filme?

Espero que entendam o valor da conexão familiar, como isso é a raiz de tudo, e como a família te conhece melhor do que ninguém. Para quem está formando novas famílias, espero que vejam que isso é possível e que se colocar no lugar do outro é realmente a mensagem que queremos passar com esse filme. Para que as pessoas não julguem um livro pela capa, que levem as coisas com mais leveza, conheçam alguém antes de formar uma opinião e realmente vejam o que essa pessoa tem a oferecer. Acho que o filme traz muito disso, fala de relações entre gerações e de como podemos nos entender melhor. É algo que todos precisamos neste mundo.

Qual conselho você daria para sua personagem de “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda”?

Diria que ela está fazendo um ótimo trabalho, porque acho que é exatamente isso que uma mãe solo que acabou de encontrar o amor e está tentando unir uma família precisa ouvir.

*Jeff Conway é colaborador sênior da Forbes USA. Ele é um jornalista norte-americano focado em entretenimento e negócios.

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