É possível aproveitar as estações intermediárias menos movimentadas em destinos populares, os longos dias do verão no Alasca ou menus específicos do outono no Noroeste Pacífico. Seja para quem prefere atividades ao ar livre — caminhadas, ciclismo, natação ou remo —, seja para quem busca experiências culturais ou viagens com conforto, essas 12 propostas planejadas por mês oferecem oportunidades para criar boas lembranças.
Janeiro: West Yellowstone, Montana

West Yellowstone é o portal de entrada para o primeiro parque nacional dos Estados Unidos, o Parque Nacional de Yellowstone, onde estão o gêiser Old Faithful, formações hidrotermais como Mammoth Hot Springs e espécies como bisões, raposas, alces e lobos.
Durante o inverno, é possível explorar o parque e seus arredores por snowcoach, snowmobile, esqui cross-country ou caminhadas com raquetes de neve. A região mantém uma forte relação com atividades externas em qualquer estação, então o ideal é preparar-se para o clima e aproveitar o ambiente natural.
Fevereiro: Fiordes Noruegueses

Para muitos viajantes, ver a aurora boreal é um objetivo importante. A rota costuma começar acima do Círculo Polar Ártico, em Tromsø, onde estão a Catedral do Ártico, comunidades Sami criadoras de renas e casas coloridas.
Após um ou dois dias explorando a cidade, é possível embarcar nos navios da Havila Voyages, que operam na rota do Expresso do Litoral Norueguês entre Bergen e Kirkenes — uma das duas empresas autorizadas a navegar esse percurso. A viagem completa dura 12 dias e cobre 2.500 milhas náuticas, mas também é possível embarcar apenas por algumas noites em uma das suítes. De qualquer forma, há chances de observar a aurora em pelo menos uma noite do trajeto.
Nos períodos em que não se está procurando pelas luzes, é possível visitar locais como Nordkapp, no litoral da ilha de Magerøya, o ponto mais ao norte da Europa acessível por carro; participar de atividades como trenós puxados por cães; tentar a pesca de caranguejo-real; visitar o Snowhotel; ou fazer passeios noturnos de snowmobile. A programação pode ser intensa ou leve, conforme o interesse.
Março: Península Papagayo, Costa Rica

Março costuma ser um período quente e ensolarado na Costa Rica, com pouca chuva.
A Península Papagayo é uma comunidade de resort na província de Guanacaste. Nesse ambiente costeiro entre as árvores, é possível explorar o Outpost at Palmares Preserve, uma área natural com grande presença de vida selvagem em uma área de cerca de 101 hectares; praticar surfe, mergulho com snorkel ou remo; pescar; jogar golfe; ou participar de um passeio guiado pela zona rural da Península de Nicoya, conhecida como uma das “Zonas Azuis” da Costa Rica. Nessa visita, inclui-se a casa de um artesão de máscaras de festival e o encontro com os Areneros — trabalhadores que utilizam carros de bois e retiram areia do Rio Tempisque de modo alinhado ao ecossistema.
Para uma estadia com serviços personalizados e acomodações projetadas com atenção ao detalhe, há opções como Four Seasons Resort Peninsula Papagayo, Andaz Peninsula Papagayo Resort ou Nekajui, a Ritz-Carlton Reserve.
Abril: Bondi Beach, Austrália

O verão australiano, de dezembro a fevereiro, é o período de maior movimento. Para evitar preços altos e áreas lotadas, a visita às praias é mais adequada nas estações intermediárias. O outono (março a maio) mantém clima ensolarado e temperaturas amenas, mesmo com eventuais chuvas breves.
Bondi Beach, localizada a poucos quilômetros do centro de Sydney, é uma área propícia para descanso, atividades ao ar livre e contato com o mar. Há opções para nadar, surfar, frequentar cafés e restaurantes, além da trilha costeira Bondi-to-Coogee. Vale incluir tempo para observar o nascer ou o pôr do sol na região.
Maio: Highlands, Escócia

A Escócia pode ser visitada em qualquer época, mas maio apresenta clima moderado. Edimburgo, com cerca de 520 mil habitantes, tem áreas históricas como Victoria Street, o Royal Mile com seus becos estreitos e Arthur’s Seat, um vulcão extinto.
A viagem com a Vacations By Rail inclui paisagens rurais, avistamento de vacas das Highlands, as construções coloridas da Ilha de Mull e o percurso no trem histórico Jacobite — o “Hogwarts Express” — com paradas em Arisaig, a estação mais a oeste do Reino Unido, e Mallaig, vila pesqueira.
Em Inverness, há uma visita a uma antiga igreja gaélica convertida em livraria, a Leakey’s Bookshop, com lareira central e estantes repletas de livros, mapas e gravuras.
Eilean Donan, em uma ilha entre três fiordes marinhos, abriga um castelo reconstruído originalmente do século XIII. Na região, o passeio pelo Loch Ness e a visita ao Castelo de Urquhart também fazem parte do itinerário.
A Vacations By Rail organiza toda a programação e logística para grupos diversos ou para quem prefere viajar em ritmo mais controlado.
Junho: Londres

Junho é um bom mês para passar alguns dias explorando Londres. Entre as atividades possíveis estão o encontro com os Yeoman Warders na Torre de Londres, a visita ao bairro de Chinatown e o passeio pelas barracas do Borough Market. Com mais de 9 milhões de habitantes, a cidade apresenta opções variadas.
Para quem já esteve na cidade várias vezes, há alternativas como a Leake Street Arches, onde é permitido grafitar legalmente os arcos ferroviários sob a estação Waterloo.
Londres funciona bem para viajantes desacompanhados, com diversas opções culturais e gastronômicas.
Entre os locais para hospedagem, o London Marriott Hotel County Hall fica próximo a atrações como o London Eye, a Abadia de Westminster, a National Gallery e outras áreas ao longo do Rio Tâmisa. Os quartos são amplos e o chá da tarde tradicional ocorre na biblioteca histórica do hotel.
Julho: Fox Island, Alasca

O verão no Alasca oferece longos dias e boas condições para atividades externas, com presença de águias, lontras, estrelas-do-mar e montanhas nevadas. Para uma viagem fora do circuito mais comum, a empresa Pursuit organiza estadias em Fox Island.
A hospedagem ocorre na Kenai Fjords Wilderness Lodge, um refúgio à beira-mar na ilha, dentro da Enseada Resurrection. A região é adequada para desconexão de rotina e imersão no ambiente natural.
O acesso é apenas por barco, com vista para Halibut Cove, onde vivem leões-marinhos e, ocasionalmente, baleias-jubarte. É possível procurar pedras em formato de coração, remar de caiaque e explorar poças de maré. O percurso até o “saddle”, uma elevação que permite observar o mar de um lado e uma floresta de salmonberries do outro, compõe uma experiência típica da região.
Agosto: Territórios do Noroeste, Canadá

Para quem busca imersão total na natureza, uma viagem de rafting pelo remoto Rio Nahanni pode ser uma opção.
A Nahanni River Adventures organiza um percurso de uma semana pelos cânions do rio, cobrindo cerca de 150 milhas (aprox. 241 km) de Virginia Falls até Nahanni Butte. A pernoite ocorre em acampamentos às margens do rio, em uma área com presença de ursos, bisões, águias, castores, alces e outras espécies. No acampamento, é possível nadar, caminhar ou descansar até a refeição da noite.
A atividade aceita iniciantes de todas as idades.
Setembro: Puglia, Itália

Puglia, no sudeste da Itália, ocupa a região conhecida como “salto da bota”. Embora menor do que outras regiões italianas, apresenta diversidade agrícola e marinha, com produção de vinhos, peixes e azeite. No fim do verão, o clima seco e quente, combinado à brisa do mar, favorece atividades externas.
Para quem pedala, a empresa A’qto oferece um tour de oito dias, totalizando aproximadamente 590 km e 4.973 metros de ascensão acumulada. A rota passa por olivais, estradas internas e trechos à beira-mar.
O grupo inclui interação com os fundadores, Damian Hancock e Nancy De Losa, que acompanham os trajetos e coordenam toda a logística.
Os dias incluem percursos variados e as noites são dedicadas às refeições e vinhos locais nos vilarejos da região.
Outubro: Vale do Willamette, Oregon

Para uma viagem curta ao Noroeste Pacífico, Oregon apresenta áreas propícias para degustação de vinhos, como Bergstrom Wines e Rodeo Hills, especialmente no outono. Para quem busca caminhadas, o Silver Falls State Park abriga a popular trilha “Trail of Ten Falls”, adequada para a estação menos movimentada.
Para hospedagem, o Tributary Hotel oferece acomodações boutique no centro de McMinnville, com acesso a restaurantes, bares e lojas. Uma das experiências gastronômicas da região é o restaurante Okta, que serve menu degustação de quatro etapas com harmonização, utilizando ingredientes influenciados pelas microestações locais.
Novembro: Egito

O Egito está presente na lista de interesse de muitos viajantes, com templos, tumbas, mercados, praças e o Rio Nilo. Não é necessário ser especialista para compreender o contexto histórico da região.
O roteiro “Ancient Egypt & Nile Cruise — Premium Adventure”, da Exodus Adventure Travels, dura nove dias e inclui acompanhamento de um guia egiptólogo.
A viagem começa no Cairo, onde estão o Museu Egípcio, o Grande Museu Egípcio e o Complexo das Pirâmides de Gizé, com a Grande Esfinge. No roteiro, também há visita à Mesquita Al-Azhar, a mais antiga da cidade ainda em funcionamento e sede de uma universidade.
Depois, há voo para Luxor, com visita aos templos de Luxor e Karnak antes do embarque no cruzeiro pelo Nilo. O itinerário segue para o Vale dos Reis, o Templo de Hatshepsut, os Colossos de Memnon e, depois, para Aswan, onde é possível conhecer comunidades núbias e velejar ao pôr do sol em uma felucca, embarcação tradicional. Após o cruzeiro, há visita ao Templo de Philae e à Represa Alta de Aswan.
É um roteiro com diversos pontos históricos e culturais e acompanhamento completo, inclusive nos trechos de aeroporto.
Dezembro: Saba

Saba é uma ilha de cerca de cinco milhas quadradas (aprox. 12,9 km²) no Caribe Holandês. O local abriga a menor pista de pouso comercial do mundo. O trajeto de avião oferece vista apenas do oceano até que a ilha surge de repente, seguida de pouso rápido devido à geografia local.
Para quem não se incomoda com trilhas úmidas e íngremes, a caminhada até o cume do Mount Scenery, um vulcão adormecido e ponto mais alto dos Países Baixos, proporciona vistas amplas em dias claros. A trilha percorre uma área com vegetação densa e grande diversidade de sons naturais.
Entre as opções de hospedagem está o The Cottage Club, com vista para a montanha, piscina e café da manhã.