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Quanto Vale a Fórmula 1? Os Números Que Revelam a Dimensão da Categoria

Do grid ao caixa: cifras, audiência e acordos que elevam a Fórmula 1 ao patamar dos maiores esportes

5 min

Com um início dominante dos pilotos Lando Norris e Oscar Piastri, a McLaren garantiu o título de construtores da Fórmula 1 em outubro, mas a temporada 2025 não economizou emoções até a final de domingo, 7, em Abu Dhabi.
Após 24 GPs eletrizantes — e seis sprints — aqui vão 13 números de cair o queixo de um ano histórico que marcou o 75º aniversário da categoria.

10

O número de equipes que competiram na F1 nesta temporada — como tem sido desde 2019. Em 2026, porém, a Cadillac se juntará ao grid, após pagar uma taxa de US$ 450 milhões às dez equipes existentes e comprometer centenas de milhões a mais em custos de lançamento. A chegada da 11ª equipe é uma de várias mudanças importantes que vêm por aí no próximo ano.

21

O número de países que sediaram GPs neste ano. (Apenas os Estados Unidos, com três corridas, e a Itália, com duas, tiveram mais de uma.) Em outro sinal do alcance global da F1, os 21 pilotos que largaram em alguma corrida neste ano eram de 14 países — e, embora Yuki Tsunoda, do Japão, perca seu assento na Red Bull, a contagem de nacionalidades subirá para 15 na próxima temporada, com Valtteri Bottas (Finlândia) e Sergio Pérez (México) chegando à Cadillac.

500%

A valorização aproximada da McLaren Racing nos últimos cinco anos, desde que a MSP Sports Capital comprou uma participação minoritária por US$ 750 milhões, em dezembro de 2020, até o acordo de setembro de 2025 em que a MSP saiu a cerca de US$ 4,5 bilhões. Com o CEO Zak Brown reforçando os patrocínios da equipe e, como bicampeã de construtores, muito sucesso nas pistas, a McLaren evitou a ruína financeira e virou uma das equipes mais lucrativas da F1.

1,3 milhão

A audiência média de espectadores nos Estados Unidos para as corridas de F1 ao longo desta temporada até a penúltima etapa no Catar, somando ESPN, ESPN2 e ABC. O número estava prestes a superar o recorde de 1,2 milhão de 2022. No próximo ano, as corridas deixam as redes da Disney e vão para a Apple TV, iniciando um acordo de direitos de mídia de cinco anos que deverá pagar cerca de US$ 140 milhões por ano, acima dos aproximadamente US$ 85 milhões do contrato atual.

US$ 57,5 milhões

Quanto Lando Norris ganhou nas pistas em 2025, segundo estimativas da Forbes. A conquista do título de pilotos rendeu um bônus estimado de US$ 10 milhões, mas o britânico de 26 anos ficou “apenas” em 3º no ranking financeiro deste ano.

US$ 76 milhões

Quanto Max Verstappen ganhou nas pistas nesta temporada, liderando o grid, segundo a Forbes, à frente de Lewis Hamilton (US$ 70,5 milhões). Em seu primeiro ano pela Ferrari, após 12 temporadas na Mercedes, Hamilton recebeu um aumento estimado de US$ 15 milhões no salário, chegando ao recorde da F1 de US$ 70 milhões. Os dois lideram a corrida financeira em cada um dos cinco anos em que a Forbes publicou o ranking.

US$ 105 milhões

O valor reportado da rescisão de Christian Horner após sua demissão do cargo de chefe de equipe da Red Bull, em julho. O inglês de 52 anos estava no posto desde 2005, liderou a equipe a seis títulos de construtores e oito de pilotos, e virou estrela do série documental da Netflix Drive to Survive.

US$ 170 milhões

O nível aproximado de gastos permitido pelo teto desta temporada (somando a base de US$ 135 milhões e os ajustes por inflação e número de corridas no calendário). Implementado em 2021, o sistema — que restringe orçamentos em várias áreas ligadas ao design e à construção dos carros — mudou a economia da F1, dando às equipes um caminho realista à lucratividade. Na próxima temporada, o teto deve subir para US$ 215 milhões para acomodar custos adicionais de desenvolvimento com a grande mudança técnica dos carros.

US$ 630 milhões

A bilheteria global do filme F1, da Apple, estrelado por Brad Pitt e lançado em junho. Graças ao produtor David Leener, o filme arrecadou pelo menos mais US$ 40 milhões apenas com product placement e patrocínios em cena, incluindo os logos no macacão de Pitt.

827 milhões

O tamanho da base global de fãs da Fórmula 1, segundo a categoria, alta de 12% ano a ano e de 63% desde 2018. A popularidade ficou evidente em julho no GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, com 500 mil pessoas ao longo do fim de semana — recorde do evento e entre os maiores totais da história da F1.

US$ 1,5 bilhão

O valor da Haas, segundo estimativas da Forbes, definindo o piso entre as dez equipes atuais. Dois anos atrás, apenas quatro organizações superavam essa marca; agora, a média de avaliação da F1 é US$ 3,6 bilhões, alta de 89% desde 2023.

US$ 2,5 bilhões

O patrimônio líquido estimado do chefe da Mercedes, Toto Wolff, que recentemente vendeu uma participação minoritária ao bilionário cofundador da CrowdStrike, George Kurtz, a uma avaliação de cerca de US$ 6 bilhões. Com US$ 799 milhões de receita em 2024, a Mercedes ficou em décimo entre as equipes esportivas do mundo em temporada equivalente.

US$ 6,5 bilhões

O valor da Ferrari, liderando todas as equipes de F1, segundo estimativas da Forbes. A Scuderia agora supera 15 franquias da NFL, 25 da NBA, 28 da MLB e todas as 32 da NHL, além de todos os clubes europeus de futebol exceto Real Madrid e Manchester United.

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