Depois de mais de R$ 5 milhões de investimento e 150 dias de construção e idealização, o novo empreendimento Smash Courts, complexo de tênis dos sócios Luis Felipe Palomares e Marcos Ashcar, inaugura oficialmente nesta quarta-feira (29) em São Paulo.
O espaço no eixo Berrini-Faria Lima, na Avenida Dr. Chucri Zaidan, quer ser o novo clube de tênis e networking para os executivos e frequentadores da região. Com vista para a Ponte Estaiada, o complexo de 5 mil metros quadrados reúne oito quadras (quatro externas, duas cobertas, e mais duas de pickleball), além de uma estrutura de apoio que inclui bar, loja, fisioterapia, recovery, vestiários e áreas de convivência.

Aulas podem chegar a R$ 520 por hora, enquanto a locação de quadras atinge até R$ 360, com opções de pacotes mensais, trimestrais e semanais. O projeto já vinha operando em soft opening desde março.
A proximidade com o maior centro financeiro de São Paulo não é à toa. Palomares afirma que a estrutura pretende atender ambos consumidores B2B e B2C deste background, em um momento em que esportes e o mundo corporativo estão mais íntimos do que nunca.
Tênis e o entretenimento: a aposta híbrida
A alta do mercado do wellness foi essencial para a idealização do projeto. A aliança entre a experiência premium e o bem-estar já traça uma tendência que impulsionou uma série de empreendimentos na cidade de São Paulo, como a Soho Health Club e o São Paulo Surf Club.
Para se diferenciar neste mercado que viu o boom do beach tennis e dos clubes privados, o Smash Courts aposta em um modelo híbrido, conta Palomares: esporte, eventos e entretenimento no mesmo endereço. Para isso, se aliou ao Varanda Estaiada, espaço de eventos e música que já recebeu shows de nomes como Ivete Sangalo e João Gomes. Ambos os empreendimentos compartilham áreas e complementam a operação.

“Se você quiser ter uma quadra de tênis em um lugar premium, a conta não fecha. Ou você perde dinheiro ou empata”, afirma o sócio. “A gente encontrou uma oportunidade ao unir o esporte com eventos.” Com o intuito de aumentar o potencial de receita, a operação vai se dividir: o Smash funciona diariamente, enquanto o Varanda atua em momentos específicos, ocupando as áreas cobertas para a realização de eventos para até 4 mil pessoas.
Parte dessa construção passa pela experiência pessoal do sócio Marcos Ashcar, que atua no esporte tanto como jogador quanto mentor de alta performance. Para atender a um público exigente, o complexo investiu em tecnologia utilizada em torneios profissionais. Ele destaca o investimento feito na iluminação das quadras, que segue os padrões da Federação Internacional de Tênis (ITF), além das quadras cobertas com piso SBR borracha – as primeiras construídas pela Lisonda no Brasil.

Apesar da recente inauguração da primeira unidade e uma otimista expectativa de retorno inicial em 10 meses, os sócios afirmam já vislumbram uma expansão para um segundo espaço. “Gostaria que nossa nova unidade pudesse receber mais experiências ao mesmo tempo. É difícil dizer se vai ser mais ou menos focada no esporte”, conta Palomares.