A celebração dos 129 anos da Academia Brasileira de Letras (ABL), realizada em 23 de julho, no Petit Trianon, no Rio de Janeiro, marcou o lançamento de três novos prêmios literários destinados a reconhecer algumas das principais obras publicadas no Brasil em 2025. A iniciativa amplia o conjunto de distinções concedidas pela instituição e reforça seu papel na valorização da produção literária contemporânea.
Na primeira edição das novas premiações, a escritora Eliana Alves Cruz recebeu o Prêmio Guimarães Rosa, dedicado à ficção, pelo romance Veridiana. O Prêmio Manuel Bandeira, voltado à poesia, foi concedido a Fabricio Oliveira, autor de Noite Obscena. Já Caetano Galindo venceu o Prêmio Euclides da Cunha, na categoria Humanidades, com Na Ponta da Língua.
Além do reconhecimento institucional, os vencedores receberam uma premiação em dinheiro e uma caneta Montblanc Meisterstück LeGrand, oferecida pela marca, apoiadora da criação dos novos prêmios. A colaboração integra uma parceria entre a Maison e a Academia voltada ao incentivo da cultura da escrita.
A cerimônia também homenageou Cristovão Tezza, vencedor do tradicional Prêmio Machado de Assis, considerado a mais alta distinção concedida pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra. O prêmio, entregue anualmente, reconhece autores cuja trajetória contribuiu de forma significativa para a literatura nacional.
As comemorações dos 129 anos da ABL reuniram acadêmicos, escritores e representantes do meio cultural em uma solenidade que também celebrou os 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Durante o evento, foram entregues medalhas comemorativas a personalidades e instituições que contribuíram para o fortalecimento da literatura e da cultura brasileiras.
Fundada em 1897, a Academia Brasileira de Letras segue como uma das principais instituições dedicadas à preservação e ao desenvolvimento da língua portuguesa no país. Com a criação das novas premiações, a ABL amplia seu reconhecimento à produção literária contemporânea e fortalece o diálogo entre tradição e novas vozes da literatura brasileira.