O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (06) que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que revisasse a falta que resultou no cartão vermelho ao atacante da seleção dos EUA Folarin Balogun e que não achava justa a falta marcada pelo “péssimo” árbitro.
“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta”, disse Trump aos repórteres no Salão Oval.
A Fifa decidiu suspender o cartão vermelho para Balogun, tornando-o disponível para a partida dos EUA contra a Bélgica pelas oitavas de final do torneio nesta segunda-feira.
O episódio sem precedentes colocou o processo disciplinar da Fifa no centro das atenções mundiais e provocou uma reação indignada da Bélgica, que enfrenta os EUA nesta segunda-feira por uma vaga nas quartas de final.
Trump disse que o incidente que resultou no cartão vermelho para Balogun foi simplesmente uma colisão entre dois atletas e questionou a imparcialidade do árbitro que marcou a falta.
“Eu vi a jogada”, disse Trump. “Aquilo não foi falta. Nem mesmo foi uma infração. Foram dois jogadores correndo a toda velocidade que, por acaso, colidiram um com o outro.”
Ele disse que a Fifa tomou uma “decisão realmente brilhante” ao suspender o cartão vermelho. “Acho que a decisão do árbitro foi horrível”, afirmou.
Ele disse que é importante para a seleção dos EUA ter seus melhores jogadores em campo, sugerindo que, caso a suspensão de Balogun não fosse revertida, o jogo desta segunda-feira à noite pareceria “manipulado” contra os EUA — ecoando suas falsas alegações de que a eleição presidencial de 2020 no país foi manipulada contra ele.
“O jogo desta noite vai ser incrível, e vamos ter o time completo, e a Bélgica também vai ter o time completo”, disse Trump. “E quer saber? Se eles nos derrotarem, então podem se orgulhar de verdade. Caso contrário, se eles nos derrotassem… Eu diria que foi manipulado, assim como a eleição foi manipulada em 2020, mas não vou entrar nesse assunto.”