A Blip, empresa de tecnologias conversacionais, vive um momento estratégico após uma rodada Série C no valor de US$ 60 milhões, liderada pelo SoftBank e com participação da Microsoft. Nesta semana, a empresa anuncia a chegada da executiva Mariana Hatsumura, que atuou por mais de 11 anos na Microsoft e, desde 2022, na empresa de multibenefícios Caju.
Entre os desafios de Mariana está o desenvolvimento da estratégia da companhia em um momento importante de expansão. A Blip já atua em 33 países com clientes pagantes. “O desafio de construir uma nova categoria — a de conversas inteligentes — em uma empresa brasileira com ambição global e histórico de inovação combina com minha bagagem em tecnologia e com a vontade de moldar o futuro da comunicação entre marcas e consumidores. É o tipo de oportunidade que conecta experiência, paixão e propósito”, afirma Mariana.
A Blip atua há 25 anos no mercado conversacional, que facilita a interação entre empresas e clientes, e ja soma um total de US$ 170 milhões em aportes. “Nosso objetivo é consolidar a Blip como protagonista na categoria de conversas inteligentes, tanto no Brasil quanto no mundo. Vamos investir na produção de conteúdo relevante, em parcerias estratégicas e na presença em espaços de referência em inovação e tecnologia. Queremos que a Blip seja a escolha natural para grandes marcas que buscam transformar a relação de seus clientes por meio de experiências conversacionais, queremos ser referência.”
Forbes Brasil – Como você enxerga o papel da inteligência artificial conversacional na transformação da experiência do cliente nos próximos anos?
Mariana Hatsumura – Quando falamos em uma IA conversacional, estamos em um ponto chave dessa revolução: a nossa capacidade de interagir com ela de maneira fluida e natural. A experiência que já vivemos de executar algumas tarefas simplesmente dando um comando de texto ou voz, sem precisar clicar em páginas, scrolls e filtros, vai começar a impactar também na jornada com as marcas. O consumidor cada vez mais vai estar em busca de conhecer um produto e fechar uma compra com uma simples conversa. É nesse contexto que atuamos, é para essa nova interface que queremos preparar as marcas.
“O consumidor cada vez mais vai estar em busca de conhecer um produto e fechar uma compra com uma simples conversa”
FB – Quais são os principais indicadores que você pretende acompanhar para medir o impacto do marketing na Blip?
Mariana – Meu foco estará nos indicadores que conectam estratégia com execução: geração de pipeline qualificado, CAC, LTV, awareness de marca e presença em canais de autoridade. Também vamos acompanhar o avanço na construção da categoria de conversas inteligentes, tanto na educação do mercado quanto no reconhecimento da Blip como referência nesse território. Nosso objetivo é consolidar a Blip como protagonista na categoria de conversas inteligentes, tanto no Brasil quanto no mundo. Vamos investir na produção de conteúdo relevante, em parcerias estratégicas e na presença em espaços de referência em inovação e tecnologia. Queremos que a Blip seja a escolha natural para grandes marcas que buscam transformar a relação de seus clientes por meio de experiências conversacionais, queremos ser referência.
FB – Como equilibrar inovação tecnológica com uma comunicação que seja humana, empática e relevante?
Mariana – A tecnologia por si só não emociona, é a forma como a utilizamos que gera conexão. Para mim, o equilíbrio está na escuta ativa e na obsessão pelo cliente. A inovação precisa nascer de uma dor real e a tecnologia, combinada com a comunicação, deve traduzir soluções complexas em linguagem acessível e genuína. É essa a união entre dados e sensibilidade que garante relevância, empatia e autenticidade
FB- Você acredita que marcas de tecnologia precisam ter um posicionamento mais ativo em temas como ética na IA, diversidade e sustentabilidade?
Mariana – Sem dúvida, marcas de tecnologia precisam ter um posicionamento ativo, intencional, estruturado e transparente. Na Blip, levamos esse compromisso a sério. Já estruturamos um Comitê de IA responsável, que tem como missão estabelecer diretrizes de governança e ações alinhadas às principais regulações em discussão no Brasil, Europa e Estados Unidos. A forma como aplicamos IA determina e impacta as nossas soluções. Por isso, usar dados diversos para evitar vieses e garantir experiências seguras e inclusivas são tão importantes.
“A tecnologia por si só não emociona, é a forma como a utilizamos que gera conexão. Para mim, o equilíbrio está na escuta ativa e na obsessão pelo cliente”
FB – Quais tendências em marketing e tecnologia você está mais animada para explorar na Blip?
Mariana – Estou muito animada com o uso estratégico de IA generativa, tanto na construção da marca quanto na automação inteligente de conteúdo e análise preditiva de comportamento. Vejo também um potencial enorme em transformar dados de conversas em inteligência prática para produto, marketing e CX. A combinação entre IA, criatividade e propósito é onde vejo o marketing de impacto acontecendo.
Curiosidades sobre plataformas conversacionais e mensageria:
- O WhatsApp é a plataforma de mensagens mais usada no mundo com mais de 2,7 bilhões de usuários ativos mensais.
- No Brasil, mais de 96% dos usuários de smartphones utilizam o app regularmente.
- Cerca de 85% das interações com clientes já são automatizadas em empresas digitalmente avançadas.
- O mercado de plataformas conversacionais deve ultrapassar US$ 30 bilhões até 2030
- Mensagens em apps têm taxa de abertura acima de 90%
- Mais da metade dos consumidores prefere falar com marcas por mensagens e 53% dos consumidores globais se sentem mais conectados a marcas que oferecem esse canal.