Terra Santa Agro tem lucro no 1º tri e vê impulso do câmbio

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O resultado trimestral decorreu também, principalmente, de a companhia não ter efeito de reciclagem de hedge accounting,

A Terra Santa Agro, uma das maiores produtoras de grãos e fibras do país, teve lucro líquido de R$ 11,8 milhões no primeiro trimestre, contra um prejuízo líquido de R$ 5,3 milhões no mesmo período do ano passado, com a empresa de commodities agrícolas vendo benefícios da disparada do dólar ante o real.

O resultado trimestral decorreu também, principalmente, de a companhia não ter efeito de reciclagem de hedge accounting, de melhores margens na cultura da soja da safra 2019/20 e do resultado positivo do estoque de passagem do algodão da safra 2018/19.

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“Apesar da crise do novo coronavírus (Covid-19) e seus impactos em diferentes setores da economia, o agronegócio é um dos setores menos afetado e que se beneficia da desvalorização cambial, visto que quase que a totalidade de sua receita está atrelada à variação cambial, enquanto que apenas 60% do custo está atrelado à variação cambial…”, disse a companhia.

“Ou seja, o impacto no resultado da companhia é muito positivo.”

O indicador de geração de caixa (Ebitda ajustado) somou R$ 97,3 milhões, alta de 55,2%.

A empresa observou que os números do Ebitda consolidam os resultados de duas safras distintas a 2018/19 e a 2019/20.

“O resultado da safra 2018/19 no 1T20 é marcado pelo faturamento remanescente do algodão que, devido à pandemia acabou sofrendo atrasos nos embarques principalmente para a China”, disse. “Assim, o faturamento antes previsto para se encerrar dentro do 1T20 deve se prolongar até o início do 3T20.”

Já o resultado da safra 2019/20 no trimestre, continuou a companhia, foi marcado pelo reconhecimento do resultado bruto da soja (R$ 51 milhões), já em sua maioria faturada, pela marcação do ativo biológico ainda incipiente do algodão, do ativo biológico do milho (R$ 8,9 milhões), a pela variação cambial das contas a pagar e pelo resultado de hedge.

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Levando em consideração o estágio de desenvolvimento da cultura do algodão, os efeitos da desvalorização cambial não foram capturados pela marcação do ativo biológico do produto e foram completamente capturados pela variação na conta de insumos com fornecedores, explicou a empresa.

“Nesse contexto de alta complexidade e volatilidade, merece destaque nosso modelo de gestão de risco e de comercialização que analisa diariamente as condições de preço das commodites, dos insumos e da taxa de câmbio e seus impactos nos resultados”, destacou. (Com Reuters)

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