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Deflação no IPCA, Fed e segunda onda marcam semana

Retrospectiva tem realização de lucro pelos investidores e crescente temor de mais contágios

Gustavo Cruz, colaborador da marca
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Após uma onda de empolgação no mercado, a segunda semana de junho foi mais amena

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Após um começo de junho empolgante, inclusive com mercados americanos zerando a deterioração do ano, tivemos uma semana mais amena.

Duramente castigados nos três meses anteriores, o investidor aproveitou para colocar parte do lucro obtido nas últimas semanas no bolso. Comportamento compreensível e comum para situações como a atual.

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O que assustou mesmo foram as fortes correções de ontem (11), motivadas pelo acréscimo rápido de casos de covid-19 em algumas partes dos Estados Unidos.

Bom lembrar que isso não é exclusividade do país. Japão, China e Alemanha também tiveram territórios específicos com aumento de casos após a reabertura. Foi necessário voltar atrás em algumas medidas, aplicando novas restrições de movimentação.

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Pelo lado positivo, essas medidas foram mais rápidas. Em poucas semanas, conseguiram reabrir de vez.

Outro ponto de destaque na semana foi a decisão de política monetária do Fed, banco central americano. A instituição optou por deixar as taxas de juros inalteradas. O que movimentou mesmo investidores foi o pronunciamento do presidente do Fed, Jerome Powell. A autoridade evitou celebrar um resultado melhor no mercado de trabalho em maio, pregou serenidade ao interpretar os dados e traçou um cenário desafiador adiante. Isso gerou uma insegurança em investidores pelo mundo.

Vimos algo semelhante ocorrer em março, quando o Fed realizou reuniões extraordinárias para cortar juros. Naquele momento, as pessoas elevaram o grau de preocupação com o desempenho da atividade em 2020. Se a principal autoridade monetária do mundo avisa que enxerga tempos difíceis pela frente, o mundo inteiro toma mais cuidado.

No Brasil, em meio a reaberturas, destaque para o IPCA de maio. Indicador registrou -0,38%, após -0,31% em abril. Essa é a menor variação mensal desde agosto de 1998 (-0,51%). No ano, o IPCA acumula queda de 0,16% e, nos últimos doze meses, alta de 1,88%, abaixo dos 2,40% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

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