Ibovespa se realinha a NY após feriado e fecha semana no vermelho

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O Ibovespa caiu 2%, a 92.795,27 pontos

O Ibovespa recuou hoje (12) refletindo o movimento negativo de ativos globais na véspera, dia em que a bolsa brasileira não abriu por conta do feriado de Corpus Christi, além de uma realização de lucros após o recente rali das ações.

Com a queda, o índice voltou a fechar uma semana no vermelho, após subir nas três últimas semanas, período no qual acumulou alta de 22%.

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O Ibovespa caiu 2%, a 92.795,27 pontos. O volume financeiro da sessão somou R$ 35,5 bilhões. O índice encerrou a semana com queda de 1,95%.

A sessão foi bastante volátil, com investidores tentando encontrar referência para os preços, já que a B3 ficou fechada na véspera, quando os índices de Wall Street tiveram o maior tomo diário desde março, em meio a temores de uma segunda onde de Covid-19 nos Estados Unidos.

Como as bolsas esboçaram reação nesta sexta, as perdas por aqui foram limitadas, mas escorregaram mais quando os índices norte-americanos chegaram a operar no vermelho. No pior momento, o Ibovespa chegou a cair mais de 4%. No fim, os três principais índices de Nova York subiram, com o S&P 500 avançando 1,3%.

Para Daniela Casabona, sócia da FB Wealth, a expectativa era de queda mais acentuada aqui, mas diante da correção das bolsas norte-americanas, “o Ibovespa conseguiu conter um pânico maior, então de certa forma o feriado favoreceu nosso mercado.”

Os temores sobre a retomada da economia, após o impacto da pandemia, estão sendo amenizados pelo “otimismo advindo da certeza de que os bancos centrais e governos continuarão a dar suporte aos mercados financeiros e acionários”, afirmou Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

Uma pesquisa da Reuters apontou que a taxa básica de juros do Brasil deve cair para a mínima de 2,25% ao ano na próxima quarta-feira, com o BC ampliando o esforço emergencial para revigorar a economia.

A recuperação da economia do país após a pandemia deve ser mais lenta do que o esperado anteriormente, afirmou o estrategista da Terra Investimentos, Marco Harbich. “Ao contrário da expectativa do mercado, a retomada da economia não será em ‘V’, seguirá bastante lenta a partir do quarto trimestre deste ano”, afirmou, acrescentando que prevê uma queda de 6,3% no PIB do Brasil neste ano. (Com Reuters)

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