Temores sobre nova onda de coronavírus impulsionam dólar contra real

Reuters
Às 10:13, o dólar avançava 0,93%, a R$ 5,4758 na venda

O dólar era negociado em alta contra o real, voltando a ganhar força depois das perdas da véspera, com temores sobre uma segunda onda de Covid-19 e tensões entre Estados Unidos e China prejudicando o apetite por risco hoje (30).

A sessão era marcada ainda pela formação da Ptax de fim de mês, evento que, segundo analistas, deve gerar volatilidade no câmbio.

VEJA TAMBÉM: Inscreva-se no Canal Forbes Pitch, no Telegram, e fique por dentro de tudo sobre empreendedorismo

Às 10:13, o dólar avançava 0,93%, a R$ 5,4758 na venda. Na B3, o dólar futuro subia 1,02%, a R$ 5,464.

O sentimento de risco dos mercados globais piorava hoje, com dados pessimistas de grandes economias da Europa minando as esperanças sobre uma rápida recuperação econômica global diante da crise do coronavírus.

Os números sombrios eram agravados por temores sobre uma segunda onda da doença, que poderia forçar a volta de lockdowns prejudiciais.

O número de casos nos Estados Unidos, principalmente, “agrava as preocupações do mercado sobre o risco de as autoridades terem que voltar atrás no processo de reabertura dos negócios”, disse à Reuters Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho.

Ainda no radar dos investidores, o Parlamento da China sancionou uma lei de segurança nacional para Hong Kong hoje, medida que tende a gerar resposta norte-americana, despertando incertezas sobre o futuro do acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Segundo Rostagno, o pessimismo compensava dados promissores da China, cuja atividade industrial cresceu a um ritmo mais forte em junho depois que o governo suspendeu restrições e ampliou o investimento.

LEIA MAIS: Tudo sobre finanças e o mercado de ações

No exterior, o dólar era vencedor contra a maioria dos pares arriscados do real.

A moeda norte-americana caminhava para fechar o mês com alta de cerca de 2%, tendo recuperado nas últimas semanas as fortes perdas registradas no início de junho. No acumulado do segundo trimestre, o dólar deve registrar ganho de cerca de 4,9%, depois de ter disparado quase 30% apenas nos primeiros três meses de 2020.

O rali da moeda norte-americana tem sido associado por analistas a um cenário de juros baixos e incertezas econômicas e políticas locais.

Ontem (29), o dólar à vista caiu 0,73%, a R$ 5,4252 na venda.

O Banco Central ofertará nesta terça-feira até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Inscreva-se no Canal Forbes Pitch, no Telegram, para saber tudo sobre empreendedorismo.

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).