Dólar fecha em queda com ajuste após pressão da véspera, mas incerteza sobre fiscal persiste

PM Images/GettyImages
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Na B3, o dólar futuro cedia 0,69% às 17h31

O dólar fechou em queda ante o real hoje (18), ajustando-se depois do mau humor da véspera que catapultou a moeda a máximas desde meados de maio, devido à reação do mercado a especulações sobre saída de Paulo Guedes do comando do Ministério da Economia.

O dólar caiu 0,50%, a R$ 5,4685 na venda.

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Na B3, o dólar futuro cedia 0,69%, a R$ 5,4735, às 17h31.

Depois de um fim de semana de intensas especulações sobre a permanência de Guedes no cargo –na esteira do desabafo do ministro na semana passada sobre pressões políticas por mais aumentos de gastos–, o chefe da Economia afirmou na noite de segunda-feira que a confiança entre ele e o presidente Jair Bolsonaro é recíproca, mas admitiu que seu posto é difícil.

“Existe muita confiança do presidente em mim. E existe muita confiança minha no presidente”, disse ele à imprensa, na portaria do Ministério da Economia, ao ser questionado sobre sua permanência no governo.

A afirmação amenizou temores do governo sobre uma saída iminente do ministro, que perdeu na semana passada dois de seus mais importantes auxiliares por insatisfações alegadas quanto ao andamento da agenda de privatizações e da reforma administrativa.

Ainda assim, a queda do dólar nesta sessão anulou apenas parcialmente a alta de 1,26% da véspera, quando a moeda fechou a R$ 5,4959 –máxima desde 22 de maio (R$ 5,5739).

E AINDA: Dólar encosta nos R$ 5,50 e registra máxima desde maio com ruídos locais

Nesta terça, o dólar fechou a uma boa distância da mínima intradiária, quando marcou R$ 5,4215 (-1,35%).

“As notícias mais recentes sugerem que isso (a demissão de Guedes) não foi considerado. De qualquer forma, trouxe atenção adicional às preocupações fiscais que continuaram a pesar sobre os mercados locais e investidores estrangeiros”, disseram analistas do Morgan Stanley em nota.

Uma ala do governo quer elevação de despesas para entrega de obras públicas, algo que enfrenta resistência da equipe econômica num contexto de contas públicas esgarçadas e de risco de deterioração da percepção de risco sobre o Brasil.

A correção de baixa no dólar nesta terça-feira também foi amparada pela fraqueza da moeda no exterior, onde a moeda norte-americana <=USD> renovou uma mínima em 27 meses contra uma cesta de divisas em meio ao apetite por risco que empurrou Wall Street a novos recordes <.SPX>. (Com Reuters)

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