1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Indústria do Brasil tem crescimento recorde em julho com reabertura da economia, mostra PMI
Forbes Money

Indústria do Brasil tem crescimento recorde em julho com reabertura da economia, mostra PMI

Índice ficou acima da marca de 50 pelo segundo mês e atingiu o nível mais alto na história da pesquisa

3 min
ReutersAlexandre-Mota
ReutersAlexandre-MotaO resultado foi elevação de empregos no setor pela primeira vez em cinco meses e no melhor ritmo desde setembro de 2019.

O setor manufatureiro do Brasil registrou crescimento recorde em julho, diante da forte alta de novas encomendas depois da reabertura econômica, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada hoje (3).

O PMI de indústria do Brasil apurado pelo IHS Markit saltou a 58,2 em julho, de 51,6 em junho, acima da marca de 50 (que separa crescimento de contração) pelo segundo mês e atingindo o nível mais alto na história da pesquisa, iniciada em fevereiro de 2006.

VEJA MAIS: Forbes promove primeiro webinar sobre Saúde Mental nas empresas. Participe

“Uma expansão recorde da economia manufatureira brasileira em julho ajudou bastante a fechar a brecha considerável que surgiu na produção, quando comparada com os níveis observados antes da intensificação da Covid-19”, afirmou o diretor de Economia do IHS Markit, Paul Smith.

“Contudo, com a Covid-19 ainda prevalecendo e continuando a ter um impacto negativo e considerável no comércio global, continuam a existir muitos riscos negativos para o futuro”, completou.

Segundo o IHS Markit, a demanda se fortaleceu em linha com a contínua reabertura da economia após as paralisações relacionadas à pandemia de coronavírus.

O destaque foi a demanda doméstica, que levou ao segundo maior aumento das novas encomendas registrado até agora, perdendo apenas para o movimento visto em janeiro de 2010.

Por outro lado, a demanda por exportação continuou a enfraquecer, com as vendas para clientes externos em queda pelo 11º mês seguido. Ainda assim, o aumento nas novas encomendas totais levou ao maior crescimento na produção manufatureira já registrado.

A capacidade da indústria ficou sob pressão no mês, como mostrado pelo primeiro aumento dos pedidos pendentes em quatro meses, na alta mais forte em mais de dois anos.

O resultado foi elevação de empregos no setor pela primeira vez em cinco meses e no melhor ritmo desde setembro de 2019.

LEIA TAMBÉM: Indicador antecedente de emprego tem 2ª alta seguida em junho, mas ainda requer cautela, diz FGV

Com esse cenário, a confiança sobre o futuro registrou o melhor resultado de 2020 até agora. Mais de 80% dos entrevistados indicaram expectativas positivas de crescimento, com as empresas antecipando recuperação contínua da demanda e das vendas nos próximos 12 meses.

O contraste ficou para as tendências de preços, com a inflação do custo de insumos chegando ao nível mais elevado dos registros da pesquisa, diante do aumento dos preços de metais, além de taxas de câmbio desfavoráveis e aumentos de custos junto aos fornecedores devido à escassez de estoques. Como resultado, os preços cobrados também foram elevados a um ritmo recorde. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Participe do canal Forbes Saúde Mental, no Telegram, e tire suas dúvidas.

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.