Latam propõe novo acordo de financiamento de US$ 2,45 bi em processo de recuperação judicial no EUA

Ueslei Marcelino/ Reuters
Ueslei Marcelino/ Reuters

Empresa substituiu proposta anterior, que levou juiz a rejeitar o plano original no início deste mês

A Latam Airlines apresentou uma nova proposta de financiamento de US$ 2,45 bilhões no meio de seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, substituindo proposta anterior, que levou o juiz a rejeitar o plano original no início deste mês.

O maior grupo de transporte aéreo da América Latina disse ao regulador de valores mobiliários chileno em carta na noite de ontem (16) que o novo empréstimo DIP (debtor-in-possession, empréstimo dentro do processo de recuperação judicial) “basicamente” manteve a estrutura apresentada em julho.

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Pela nova proposta, o empréstimo terá vencimento em 18 meses e uma taxa anual de Libor mais 15%.

Em uma tranche, a empresa de gestão de ativos Oaktree Capital Management alterou a proporção do empréstimo que estava oferecendo para US$ 1,125 bilhão, de US$ 1,3 bilhão originalmente, com um grupo de credores formado pelo banco de investimento Jefferies Group fornecendo um adicional de US$ 175 milhões.

Em uma segunda tranche, vários acionistas importantes da Latam, incluindo a família Cueto, que controla a companhia, e a Qatar Airways, mudaram sua oferta do empréstimo conversível de US$ 900 milhões, anteriormente rejeitada pelo juiz em meio à oposição de outros credores, para US$ 750 milhões com US$ 250 milhões adicionais de financiamento de credores liderados pelo Jefferies Group e US$ 150 milhões de outros acionistas da Latam ou novos investidores.

A Latam disse em comunicado que, se novos investidores não forem encontrados, os principais acionistas da empresa e o Jefferies Group financiarão a diferença. Também estipulou que ambas as parcelas dos empréstimos deveriam ser pagas em dinheiro, ao invés de títulos, como estava anteriormente no plano rejeitado pelo juiz.

A Latam entrou com pedido de recuperação judicial em maio, com o objetivo de reestruturar US$ 18 bilhões em dívidas, uma vez que foi prejudicada pela crise mundial do setor causada pela pandemia de coronavírus. (Com Reuters)

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