Mercados fecham em alta à espera de eleições nos EUA

Além de uma correção técnica nos preços, o mercado acredita em um resultado nas urnas menos disputado

Ana Paula Pereira
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Kawee Wateesatogkij EyeEm/Getty Images
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Além de uma correção técnica nos preços, o mercado acredita em um resultado nas urnas menos disputado

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No último pregão antes das eleições nos EUA, os principais índices em Wall Street e no mercado europeu fecharam o dia no campo positivo. Além de uma correção técnica nos preços após as profundas quedas da última semana, o mercado acredita em um resultado nas urnas menos disputado, diminuindo assim a chance de contestações do pleito na justiça norte-americana e facilitando a aprovação de um novo pacote fiscal para a economia.

O Dow Jones fechou o dia em alta de 1,60%, o S&P 500 ganhou 1,23% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 0,42%. No Brasil, não houve pregão na B3 em função do feriado de finados.

Uma pesquisa do the Wall Street Journal em parceria com a CNN desta segunda-feira aponta que o candidato democrata, Joe Biden, tem 10 pontos de vantagem sobre Donald Trump, apesar da disputa ser mais acirrada em estados decisivos para as eleições. Uma vitória de Biden com maioria no Congresso poderia facilitar as negociações para um pacote de apoio às famílias, pequenas empresas e companhias aéreas. Por outro lado, o democrata pode representar novos impostos para as empresas e para as classes sociais mais altas no país.

Na Europa, o saldo da segunda-feira também é positivo para as bolsas de valores. O FTSE 100, de Londres, teve alta de 1,39% no dia, o DAX ganhou 2,01%, o CAC 40 de Paris avançou 2,11%, o Stoxx 600 valorizou 1,61% e o FTSE MIB fechou em alta de 2,55% no dia. Com lockdowns na Europa menos rigorosos do que o esperado inicialmente, os investidores voltaram às compras na região. Apesar das restrições, os governos sinalizaram que as medidas devem ser revistas em poucas semanas, enquanto as escolas permanecem abertas em muitas localidades.

Hoje, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou em entrevista coletiva que, se as pessoas respeitarem as restrições nas próximas quatro semanas, “teremos condições para um dezembro tolerável”. Principal economia da Europa, a Alemanha ainda está longe do fim da pandemia de coronavírus, disse Merkel, acrescentando que os alemães terão que limitar o contato entre si durante os meses de inverno.

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