Brasil e Austrália lideram vendas de minério de ferro à China em 2020

Demanda chinesa pelo produto foi impulsionada por estímulos de Pequim para infraestrutura.

Redação
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Alexander Ermochenko/Reuters
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A segunda maior potência mundial produziu um recorde de 1,05 bilhão de toneladas de aço bruto em 2020

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Austrália e Brasil, os dois maiores produtores mundiais de minério de ferro, continuaram sendo os principais fornecedores da China em 2020, mas as importações da Índia aumentaram 88% à medida que as siderúrgicas chinesas diversificaram as fontes em meio aos preços altíssimos das matérias-primas.

Os embarques australianos aumentaram 7%, para 713 milhões de toneladas, enquanto os fornecimentos brasileiros aumentaram 3,5%, para 235,7 milhões de toneladas, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China divulgados hoje (20). “A ascensão dos dois países não conseguiu atender totalmente à demanda da China”, disse Tang Chuanlin, analista da CITIC Securities, ressaltando que “as siderúrgicas tiveram que comprar de outros países”.

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A China, maior produtora de aço do mundo, importou 44,8 milhões de toneladas de minério de ferro da Índia no ano passado, ante 23,8 milhões de toneladas adquiridas em 2019, e o maior em nove anos. A segunda maior potência mundial produziu um recorde de 1,05 bilhão de toneladas de aço bruto em 2020, com a demanda impulsionada por estímulos de Pequim para infraestrutura.

A Índia sofreu uma queda de 12,6% nos nove meses até dezembro em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do governo, deixando mais minério de ferro para vender aos compradores chineses.

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Chuanlin também observou que as empresas siderúrgicas chinesas estão usando mais minério de baixo teor, como o da Índia, como parte de um esforço para reduzir custos. Quase dois terços das exportações de minério de ferro da Índia para a China tinham menos de 58% de teor de ferro, de acordo com estimativas da indústria de mineração indiana.

“As compras vão continuar até março (com a forte demanda chinesa)”, disse B.K. Bhatia, secretário-geral adjunto da Federação das Indústrias Minerais da Índia, o maior grupo que representa o setor no país. Bhatia espera que as compras chinesas continuem até março, mas disse que é muito difícil prever a demanda além dessa data. (com Reuters)

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