Cogna tem prejuízo de R$ 4 bilhões no 4º trimestre com impairment e piora operacional

Empresa também registrou prejuízo líquido de R$ 589 milhões, resultado pior do que o lucro de R$ 51,6 milhões em 2020.

Redação
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A Cogna reportou prejuízo líquido consolidado de R$ 4 bilhões no quarto trimestre de 2020, um salto em relação à perda de R$ 168 milhões um ano antes, em resultado afetado por impairment, mas também por aumento de provisões e forte piora no desempenho operacional.

No último trimestre do ano passado, houve reconhecimento de perdas no valor recuperável de ativos (impairment), um efeito não-caixa que totalizou R$ 3,3 bilhões, disse a empresa de educação no material de balanço apresentado hoje (31).

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Excluindo a amortização do intangível e a mais valia de estoques (ambos também efeitos não-caixa), a Cogna teve prejuízo líquido ajustado de R$ 589 milhões, ainda assim pior do que o lucro de R$ 51,6 milhões um ano antes.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização na sigla em inglês) recorrente ficou negativo em R$ 100,5 milhões, revertendo desempenho positivo de R$ 504 milhões  um ano antes. A margem ficou negativa em 6,1%, de margem positiva de 26,1% ano a ano.

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As provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) saltaram 105,4%, para R$ 703 milhões, enquanto as despesas operacionais subiram 72,1%, a R$ 331 milhões.  A receita líquida, por sua vez, caiu 14,9%, a R$ 1,6 bilhão.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 203,7 milhões, queda de 45,2% na comparação ano a ano, refletindo maior receita com juros sobre aplicações financeiras, devido às operações de capitalização, menores despesas com juros de arrendamento e com atualização de contingência.

No quarto trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos doze meses situou-se em 3,23 vezes, acima do nível de 3 vezes pela segunda vez alternada.

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“Embora isso não caracterize quebra de covenants, iniciaremos as negociações com os debenturistas para renegociação de determinados critérios relativos aos covenants”, afirmou a Cogna, ressaltando que tal desempenho reflete lançamentos de PCLD extraordinários sem efeito caixa em 2020.  (Com Reuters)

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