Eletrobras tem saída de conselheiro por discordância sobre nomeação de CEO

Pilar Olivares/Reuters
Pilar Olivares/Reuters

Mauro Gentile Cunha pediu que seu nome seja retirado da indicação para recondução ao cargo da estatal

A Eletrobras informou que um dos membros de seu conselho de administração, Mauro Gentile Cunha, renunciou ao cargo na companhia, citando discordâncias sobre o processo para nomeação de um novo presidente para a estatal.

Cunha deixará também posto no comitê de auditoria e risco estatutário da empresa, acrescentou a Eletrobras em comunicado divulgado ontem (24). Ele havia sido indicado ao posto no colegiado pelo governo, acionista controlador da companhia.

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Em carta aberta, Cunha disse que “houve quebra irremediável de confiança no processo de governança deste conselho” durante a indicação pelo governo federal de um novo presidente para a Eletrobras, após a renúncia do ex-CEO Wilson Ferreira Jr.

O Ministério de Minas e Energia indicou o atual secretário de Energia Elétrica da pasta, Rodrigo Limp, para chefiar a estatal.

Mas o nome de Limp não havia sido aprovado por uma consultoria contratada pela Eletrobras para assessorar a escolha de um novo executivo-chefe, segundo Cunha.

Cunha disse que a consultoria decidiu não recomendar Limp para o cargo de diretor-presidente.

“O Conselho de Administração da Eletrobras decidiu, contra o meu voto, acatar a indicação do acionista controlador para o cargo de presidente da Eletrobras. Tal decisão desviou do processo sucessório com o qual este conselho se comprometeu”, disse ele na carta.

Cunha também pediu que seu nome seja retirado da indicação para recondução ao cargo em assembleia de acionistas da estatal.

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“Faço votos para que as sementes de governança plantadas persistam e voltem a florescer, levando a Eletrobras a novos voos para cumprir seu propósito de dar energia para o desenvolvimento sustentável da nossa sociedade”, finalizou.

Mais cedo, a Eletrobras disse que seu conselho decidiu recomendar Limp para ocupar vaga no colegiado, visando sua posterior nomeação como CEO, depois de indicação pelo governo federal.

“O Sr. Rodrigo foi indicado pelo acionista controlador, não tendo sido selecionado pela assessoria Korn&Ferry. Não obstante, ele foi avaliado e recomendado pelo Comitê de Pessoas, Elegibilidade, Sucessão e Remuneração, entrevistado e aprovado, por maioria, pelo Conselho de Administração, e atende aos requisitos legais e de qualificação técnica necessários para o cargo”, defendeu a companhia.

Após aprovação pela Casa Civil, Limp deverá ser eleito em assembleia ordinária como conselheiro da Eletrobras. Posteriormente, ele deverá ser eleito pelo colegiado como novo presidente da companhia. (Com Reuters)

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