Preços do petróleo caem com reabertura de Suez e cortes de oferta da Opep+

O petróleo Brent recuava US$ 0,84, ou 1,29%, a US$ 64,14 por barril, às 8:01, no horário de Brasília.

Redação
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AntonPetrus/GettyImages
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O petróleo Brent recuava US$ 0,84, ou 1,29%, a US$ 64,14 por barril, às 8:01, no horário de Brasília

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Os preços do petróleo recuam hoje (30), após o Canal de Suez ter reaberto para o tráfego e com o foco se voltando para uma reunião da Opep+ nesta semana que deve chegar a um acordo para prorrogar cortes de oferta em meio a perspectivas desanimadoras para a demanda.

O petróleo Brent recuava US$ 0,84, ou 1,29%, a US$ 64,14 por barril, às 8:01, no horário de Brasília. O petróleo dos Estados Unidos caía US$ 0,89, ou 1,45%, a US$ 60,67 por barril.

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Navios já se movimentam através do Canal de Suez novamente nesta terça-feira, após rebocadores terem desencalhado o gigante navio porta-contêineres Ever Given, que bloqueou a passagem em uma seção estreita do canal por quase uma semana, o que gerou um grande congestionamento.

Com preocupações quanto a uma falta de oferta física de petróleo diminuindo, o mercado está se voltando para o encontro de quinta-feira (01/04) da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, o grupo conhecido como Opep+.

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A Arábia Saudita está pronta a aceitar uma prorrogação dos cortes de oferta até junho, e também estaria apta a prolongar cortes unilaterais de sua produção devido à nova onda de lockdowns contra o coronavírus, disse uma fonte com conhecimento do assunto ontem (29).

“A oscilação que vimos nos preços significa que a Opep+ provavelmente precisará adotar uma abordagem cautelosa mais uma vez”, disse o banco ING. “Acreditamos que o grupo provavelmente manterá os níveis de produção inalterados, com a Opep+ querendo evitar outra liquidação”, acrescentou. O que atrapalhou os esforços para conter a oferta global, exportações do Irã, membro da Opep, para a China.

Em oposição aos esforços para conter a oferta global, o Irã tem realizado exportações fora do radar para a China, que tem ignorado sanções dos EUA e das Nações Unidas sobre o país e importado maiores quantidades de petróleo iraniano, de acordo com traders e analistas. A China pode receber até 1 milhão de barris por dia neste mês em importações do Irã, consideradas petróleo bruto de outras origens.

Uma alta do dólar americano também pesou sobre os preços do petróleo. Como o petróleo é cotado em dólares, uma moeda norte-americana mais forte torna a commodity mais cara para os detentores de outras moedas. (com Reuters)

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