Banco Central quer tornar permanente medida de liquidez bancária, diz Campos Neto

Linha Temporária Especial de Liquidez foi elaborada como parte de uma série de iniciativas para combate os efeitos econômicos da crise da Covid-19

Redação
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Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Segundo o presidente do Banco Central, Ricardo Campos Neto, a medida de liquidez bancária ajudará os bancos e o mercado de títulos corporativos do país

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O Banco Central tornará permanente uma medida adotada no ano passado que permite empréstimo a instituições financeiras com lastro em debêntures, um tipo de título privado, em vez de títulos públicos, como era antes o caso.

A Linha Temporária Especial de Liquidez foi anunciada em março do ano passado como parte de uma série de medidas do BC em combate aos efeitos econômicos da crise da Covid-19, que à época estava ainda no início.

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Na ocasião, o BC informou que o potencial de liberação de recursos ao mercado com a medida era de R$ 91 bilhões. O pacote completo de ações anunciado em conjunto poderia liberar R$ 1,2 trilhão na economia.

Em evento online transmitido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) hoje (6), como parte de seus Encontros de Primavera e gravado na última quinta-feira (1), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que isso ajudará os bancos e o nascente mercado de títulos corporativos do Brasil.

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“Isso muda toda a cadeia de emissão de dívida privada e a forma como vemos a dívida privada. Os bancos podem cobrar menos prêmio quando mantêm dívida privada no balanço, porque agora sabem que podem obter liquidez com isso”, disse Campos Neto.

“Esta é uma mudança que vamos tornar permanente e estamos projetando um sistema para torná-la permanente”, acrescentou.

Sobre política monetária e inflação, Campos Neto repetiu sua visão de que o aumento antecipado das taxas de juros significa que não será necessário elevar tanto a Selic ao longo do ciclo de aperto.

O BC iniciou uma “normalização parcial” da política monetária no mês passado, elevou a taxa básica de juros Selic em 75 pontos-base, para 2,75%, e, salvo grande mudança na perspectiva, prometeu repetir a dose em maio.

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A inflação está bem acima da meta perseguida pelo BC para o fim do ano, de 3,75%; a taxa de câmbio está fraca, e as perspectivas fiscais estão se deteriorando. Tudo isso aponta um aperto monetário contínuo, apesar da pandemia e da piora do cenário para crescimento.

Campos Neto também alertou que o aumento dos custos dos empréstimos em algumas economias avançadas resultará em “certo nível de angústia” para países emergentes como o Brasil. (Com Reuters)

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