Forbes Radar: Banco do Brasil, Isa Cteep, Petrobras e outros destaques corporativos

No Forbes Radar de hoje (6), a Dasa definirá a precificação do follow-on que poderá levantar cerca de R$ 5,7 bilhões e a Kalunga anunciou uma possível retomada do IPO após a desistência devido à volatilidade do mercado.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) acusou o ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, e o ex-diretor-executivo de ferrosos e carvão da companhia, Gerd Peter Poppinga, de estarem relacionados com a queda da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

Rede D’Or (RDOR3)

A Rede D’Or comprou 51% de participação na Biocor Hospital de Doenças Cardiovasculares, localizado em Belo Horizonte.

O acordo foi acertado levando em consideração um valor total de R$ 750 milhões, do qual será subtraído a dívida da instituição, afirmou a Rede D’Or.

A companhia estima que a Biocor terá receita de R$ 300 milhões e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 70 milhões em 2022.

Vale (VALE3)

Dois executivos da Vale, o ex-presidente da empresa, Fabio Schvartsman, e o ex-diretor-executivo de ferrosos e carvão, Gerd Peter Poppinga, foram acusados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de estarem relacionados ao rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais.

Em fevereiro, a companhia assinou um acordo de reparo com o governo de Minas Gerais no valor de R$ 37,68 bilhões. O valor busca abranger os direitos socioeconômicos e socioambientais – os crimes individuais não estão inclusos no pagamento.

Ao mesmo tempo, o Ministério Público Federal arquivou o requerimento do empresário Benjamin Steinmetz que acusava executivos da Vale de práticas ilícitas, que agora avalia denunciar o israelense por calúnia e difamação.

Ao fim de 2020, Steinmetz apresentou ao MPF supostas evidências de que a mineradora teria praticado crime de corrupção e tráfico de influencia em atividades relacionadas ao projeto minerário de Simandou, na República da Guiné.

Em entrevista à Reuters, o advogado da Vale David Rechulski afirmou estar claro que as denúncias apresentadas por Steinmetz são falsas e que já existem elementos para que seja feita uma denúncia contra ele em nome da Vale e dos executivos. Contudo, por uma questão de cautela, a empresa vai aguardar os desdobramentos do caso antes de decidir sua estratégia jurídica, afirmou Rechulski.

Google (GOGL34)

A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu ao Google uma grande vitória na tarde de ontem (5), determinando que o uso de códigos do software Java (da Oracle) para desenvolver o sistema operacional Android (usado em mais de 70% dos dispositivos móveis do mundo) não viola a lei federal de direitos autorais.

Por 6 a 2, os juízes anularam a deliberação de um tribunal inferior, que considerou o uso de códigos do software da Oracle uma aplicação injusta da lei de direitos autorais do país.

Um dos juízes, Stephen Breyer, alegou que permitir que a Oracle exija direitos autorais de todo o código de seu software prejudicaria o público, pois limitaria “a criatividade futura de novos programas. A Oracle seria a única fonte.”

As duas gigantes da tecnologia com receitas anuais combinadas em mais de US$ 175 bilhões, estão em conflito desde que a Oracle abriu processo contra o Google no Tribunal Federal de São Francisco, nos Estados Unidos.

A Oracle acusa o Google de plagiar o Java ao copiar 11.330 linhas do código do software para criar o Android e arrecadar bilhões com o sistema. O Google disse que não copiou o Java, mas usou fragmentos do código do software necessários para operar um programa ou plataforma de computador. A lei federal de direitos autorais não protege esses fragmentos do código, tidos como “métodos de operação”.

O Google recorreu à Suprema Corte de uma condenação de 2018 do Tribunal de Recursos do Circuito Federal em Washington, reabrindo o processo. O veredicto pode poupar a gigante de uma gorda indenização: a Oracle pedia mais de US$ 8 bilhões, mas as estimativas renovadas do processo falavam em US$ 20 a US$ 30 bilhões, de acordo com analistas.

Banco do Brasil (BBAS3)

O novo presidente-executivo Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, empossado após o presidente Jair Bolsonaro demitir seu antecessor, André Brandão, devido à planos de fechamento de agências, disse que vai priorizar melhoria da eficiência da instituição e desinvestimento em ativos não essenciais. “É inegociável buscar eficiência, lucros crescentes e rentabilidade compatível com as principais instituições financeiras”, escreveu Ribeiro em carta aos funcionários do Banco do Brasil, citando que o ambiente competitivo está mais desafiador.

Bolsonaro confirmou Ribeiro como o novo presidente-executivo do BB na última sexta-feira (2), em um movimento que levou a renúncia de dois membros do conselho após afirmarem a falta de experiência do atual presidente da companhia.

Entre suas prioridades, Ribeiro também citou a venda de ativos não essenciais. O BB colocou à venda, por exemplo, sua unidade de gestão de ativos. Ele declarou ainda que vai trabalhar de acordo com as orientações do governo, mas não detalhou como funcionará a interferência na estatal.

Petrobras (PETR4)

A Petrobras concluiu a venda das Eólicas Mangue Seco 3 e 4, junto ao Wobben Windpower Indústria e Comércio. A operação foi concluída com o pagamento de R$ 78,2 milhões para a Petrobras (já com os ajustes previstos no contrato de compra e venda de ações). O valor recebido no fechamento se soma ao montante de R$ 22,5 milhões pagos à Petrobras na assinatura do contrato, totalizando R$ 100,7 milhões.

De acordo com a companhia, “essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.”

As sociedades Eólicas Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4 fazem parte de um complexo de quatro parques eólicos (Mangue Seco 1, Mangue Seco 2, Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4) localizado em Guamaré, no Rio Grande do Norte.

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Grupo NotreDame Intermédica (GNDI3)

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a aquisição do Hospital do Coração de Londrina pela Clínica Paranaense de Assistência Médica, subsidiária do Grupo NotreDame Intermédica.

GOL (GOLL4)

A Gol informou que a demanda da por assentos em seus voos domésticos em março foi 40,6% menor do que um ano antes, ilustrando a continuada pressão sobre o setor aéreo, diante das medidas de isolamento social para tentar conter a pandemia da Covid-19 no Brasil.

Já a oferta de assentos pela companhia foi 39,7% menor, também no comparativo anual. Com isso, a taxa de ocupação das aeronaves diminuiu 1,1 ponto percentual em relação a março de 2020, primeiro mês da pandemia no país, para uma taxa de 71,8%.

No primeiro trimestre, a demanda foi 35,7% menor, enquanto a oferta de assentos caiu 34,7%, provocando uma queda de 1,2 ponto ano a ano, para 79,8% de ocupação de passageiros.

Não houve voos internacionais operados pela Gol no mês passado, em meio a restrições de vários países à entrada de passageiros procedentes do Brasil, que enfrenta uma segunda onda da pandemia.

“Em março, a Gol operou uma média de 245 voos diários e adequou frequências à menor demanda nos hubs de Congonhas (São Paulo), Galeão (Rio de Janeiro), Brasília (Distrito Federal), Fortaleza (Ceará) e Salvador (Bahia)” afirmou a companhia.

Isa Cteep (TRPL4)

A Isa Cteep informou o início das operações comerciais na subestração Taubaté. O projeto visa proporcionar mais segurança e flexibilidade à rede elétrica no Vale do Paraíba e no Litoral Norte Paulista.

O investimento totalizou R$ 46,1 milhões e adicionará uma RAP (receita anual permitida) de R$ 13,3 milhões.

Dasa (DASA3)

A Dasa definirá a precificação do follow-on no dia de hoje. A oferta que contará com cerca de 57 milhões de ações poderá levantar aproximadamente R$ 5,7 bilhões e levar a empresa para o Novo Mercado.

Even (EVEN3)

A Even adquiriu a totalidade das cotas da sociedade Diogo Nogueira, empresa do Grupo Malzoni. A companhia informou que a compra busca dar continuidade ao desenvolvimento do empreendimento imobiliário na rua Diogo Moreira, entre as Avenidas Faria Lima e Eusébio Matoso, em Pinheiros, em São Paulo.

Segundo a empresa, “O empreendimento será executado em fases, com VGV total (valor geral de vendas) previsto em cerca de R$2 bilhões.”

OI (OIBR4)

A Oi informou que o acordo assinado com o Globenet Cabos Submarinos , BTG Pactual e outros fundos de investimentos foi prorrogado para 09 de abril. A negociação gira em torno da aquisição parcial da UPI InfraCo.

De acordo com a companhia, “caso sejam finalizadas as negociações entre as partes, a Oi terá condições de garantir aos proponentes o direito de cobrir outras propostas recebidas no processo competitivo de alienação parcial da UPI InfraCo.”

A venda faz parte do processo de recuperação judicial da OI.

Kalunga

A Kalunga anunciou ontem uma possível retomada do IPO. Por meio de fato relevante, a companhia anunciou que “engajou” o BTG Pactual, Bradesco BBI, XP e UBS para “serviços de assessoria financeira.”

A companhia havia registrado o IPO em dezembro, num momento de valorização das ações brasileiras, e pretendia usar os recursos da oferta para abrir mais lojas, um centro de distribuição no nordeste, além de reforçar o capital e fortalecer seu negócio de gráfica rápida.

Contudo, diante da piora da volatilidade do mercado acionário nos meses seguintes, a Kalunga suspendeu os planos (mesma decisão tomada por outras 20 empresas brasileiras em 2021).

(Com Reuters)

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