JPMorgan admite que julgou mal apoio à Superliga Europeia

O banco recebeu uma avalanche de críticas após realizar concessão de US$ 4,2 bilhões para clubes de futebol

Redação
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Neil Hall/Reuters
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O banco JPMorgan foi duramente criticado nas redes sociais após realizar uma concessão de US$ 4,2 bilhões para clubes de futebol

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O banco JPMorgan disse hoje (23) que lamenta ter apoiado times de futebol no lançamento de uma Superliga Europeia dissidente depois que o plano fracassou nesta semana devido a uma avalanche de protestos de torcedores e políticos.

“Está claro que avaliamos mal como este acordo seria visto pela comunidade do futebol como um todo e como poderia impactá-la no futuro”, disse um representante do banco. “Aprenderemos com isto.”

VEJA MAIS: Lições corporativas do fracasso na criação da Superliga na Europa

O JPMorgan disponibilizou uma concessão equivalente a US$ 4,2 bilhões para os clubes fundadores gastarem com a infraestrutura e a recuperação do impacto da pandemia de Covid-19.

O banco foi o único credor da nova competição, cujo mentor foi o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez.

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O pacote de financiamento era essencial para ajudar Pérez a conquistar a confiança de outros grandes clubes europeus e delinear um acordo vinculante que comprometeria doze times, entre eles Juventus, Manchester United, Liverpool e Barcelona, com o novo torneio concebido para aumentar a arrecadação.

Mas o plano desmoronou no dia 21 de abril – menos de 48 horas depois de ser anunciado – quando oito dos 12 membros fundadores da Inglaterra, da Itália e da Espanha recuaram diante da grande pressão de torcedores, políticos, dirigente do futebol e até da família real britânica.

O JPMorgan também foi criticado por seu papel no financiamento dos clubes rebeldes, e torcedores foram imediatamente ao Twitter pedir um boicote ao banco. (Com Reuters)

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