Ibovespa sobe 6% em maio e fecha mês em máxima histórica

O dólar acumulou queda de 3,8% em maio. Hoje, a cotação teve ligeira alta e terminou o dia negociada a R$ 5,2243 na venda.

Ana Paula Pereira
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No último pregão de maio, o Ibovespa renovou as máximas e fechou em alta de 0,52% aos 126.215 pontos, impulsionado pelo avanço em papéis de siderúrgicas e empresas de energia em dia de Bolsas fechadas nos Estados Unidos pelo feriado do Memorial Day. Entre os principais destaques do dia estão as ações Vale (VALE3), Cosan (CSAN3) e Eneva (ENEV3): a primeira, acompanha a recuperação nos preços do minério de ferro no mercado internacional, enquanto as demais empresas de energia térmica foram impulsionadas pelo risco hídrico no contexto doméstico.

Em maio, o índice brasileiro acumulou variação positiva de 6,16%, marcando o terceiro mês consecutivo no azul. Em 2021, o Ibovespa sobe 6,05%. A entrada líquida de recursos estrangeiros no mercado de ações brasileiro em maio, excluindo as ofertas públicas, foi de R$ 10,8 bilhões, segundo dados da B3 disponíveis até o dia 27. Do ponto de vista setorial, os bancos responderam por uma relevante contribuição para o desempenho do índice brasileiro no mês, com pesos pesados como Itaú Unibanco PN e Bradesco PN acumulando altas de 7,54% e 11,11%, respectivamente.

Como pano de fundo da performance, estrategistas ouvidos pela agência Reuters veem o efeito global de reabertura da economia em algumas regiões do mundo, a alta de commodities e a melhora no ambiente político para reformas estruturais pelo Congresso no Brasil. De acordo com o estrategista-chefe do Itaú BBA, Marcelo Sa, a melhora do ritmo de vacinação no mundo gerou uma reabertura mais rápida em alguns países, como nos EUA, que estão voltando à vida normal.

“O mercado começa a ver quando o Brasil vai chegar nessa fase…e acaba se antecipando”, afirmou, chamando a atenção para a quantidade de doses de vacinas aguardada para a segunda metade do ano, que deve ser um catalisador importante para a Bolsa brasileira.

O dólar fechou o dia em leve alta contra o real, ganhando 0,23% e negociado a R$ 5,2243 na venda, mas ainda registrando a maior queda mensal desde novembro de 2020 e a mais forte para o mês em 12 anos, com desvalorização acumulada de 3,8%. A taxa de câmbio foi beneficiada nas últimas semanas pela melhora das expectativas para a economia brasileira e por mais ingressos de recursos.

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No contexto doméstico, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje em evento que a dívida pública fechará este ano próxima a 85% do PIB, em meio a uma melhora da arrecadação e à aceleração da atividade, reiterando ainda que o governo poderá estender os pagamentos do auxílio emergencial.

“Este ano (a relação dívida/PIB) deve cair para 85% ao final do ano, exatamente porque seguimos com a desalavancagem dos bancos públicos e o desinvestimento das empresas estatais. Essa transformação do Estado brasileiro prossegue”, afirmou o ministro.

Em abril, a dívida pública bruta caiu a 86,7% do PIB, nível mais baixo desde julho do ano passado, ante 88,9% no mês anterior. O recuo de 2,2 pontos percentuais foi o mais acentuado na comparação mensal desde dezembro de 2010, segundo dados da Refinitiv.  Para amanhã (1º), o mercado aguarda a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) oficial do primeiro trimestre.

Ainda em Brasília, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou hoje que a reforma tributária não será grande, mas tem por objetivo melhorar o atual sistema de cobrança de impostos e tributos no país.

“A reforma tributária possível não pode ser a maior, mas será melhor do que o sistema atual”, disse ele, durante o evento Indústria em debate: propostas para o Brasil voltar a crescer, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os comandos da Câmara e do Senado resolveram fatiar entre si os principais pontos da reforma tributária que vai tramitar nas duas Casas Legislativas. (com Reuters)

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