Ibovespa abre em alta e renova máximas após PIB

O Ibovespa abriu em alta, após registrar novos recordes intradiários e de fechamento na véspera (31), e com a economia apontando para recuperação. O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro do primeiro trimestre mostrou alta de 1,2%, acima da estimativa da XP, que projetava 1,1%. Perto das 10h10, o índice Bovespa avançava 0,39%, a 126.706 pontos. Na leitura anual, o país teve crescimento de 0,96%, ante expectativa de 0,8% pela XP. O sentimento otimista do exterior impulsiona o bom humor doméstico, com as bolsas norte-americanas voltando a negociar após o feriado de ontem (31). A alta do minério de ferro e do petróleo adicionam otimismo ao cenário.

Nesse pano de fundo, o dólar opera em queda ante o real, em sessão marcada pelo apetite por risco. Perto das 10h00, o recuo era de 0,81%, a R$ 5,189.

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Mais cedo, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou que a inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) acelerou a alta a 0,81% em maio, depois de subir 0,23% no mês anterior, com destaque para o aumento dos preços de transportes. O IPC-S acumula alta de 7,98% em 12 meses.

Os futuros das Bolsas norte-americanas ensaiam abertura em alta nesta terça-feira, após ficarem fechadas ontem (31) devido ao feriado do Memorial Day. Os investidores ainda pegam carona no otimismo dos indicadores dos últimos dias de maio, como os pedidos semanais de seguro-desemprego abaixo do esperado.

Os índices da Europa operam no azul nesta manhã, após fechar seu quarto mês consecutivo de ganhos, enquanto os investidores digerem uma série de resultados econômicos. A inflação anual na Zona do Euro acelerou a 2% em maio, ante 1,6% em abril, acima da meta do Banco Central Europeu; enquanto a atividade industrial da Zona do Euro expandiu a um ritmo recorde no mês. O PMI (Índice Gerente de Compras) final do IHS Markit subiu a 63,1 em maio, ante os 62,9 em abril, para o maior patamar desde que a pesquisa começou, em junho de 1997.

O Stoxx 600 opera em alta de 1,20%; na Alemanha, o DAX sobe 1,56%; o CAC 40 valoriza 0,98% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 1,31%. Enquanto no Reino Unido, que também esteve fechado na véspera (31), o FTSE 100 opera a 1,18% positivos, após a atividade fabril do país subir a 65,6 pontos em maio, ante 60,9 em abril.

Os mercados asiáticos, por sua vez, fecharam mistos. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu a 1,08%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em estabilidade. No Japão, o índice Nikkei caiu 0,16%.

Na China, o índice Shanghai, subiu 0,26%, com a divulgação do índice PMI (Índice Gerente de Compras) do Caixin/Markit da indústria subindo a 52,0 em maio, nível mais elevado desde dezembro, e frente 51,9 em abril. Os futuros de referência do minério de ferro na China saltaram mais de 7% nesta terça-feira, na terceira sessão consecutiva de rali, o contrato mais negociado do minério de ferro na Bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, saltou 7,3%, a US$ 183,53 por tonelada.

Enquanto isso, os preços do petróleo subiam nesta terça-feira, com o barril do Brent, referência internacional, tocando US$ 71, maior nível desde março, à medida que crescem expectativas de maior demanda por combustíveis no verão dos Estados Unidos, que impulsiona viagens de carro no maior consumidor global de petróleo. A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados) deve decidir continuar reduzindo seus cortes de oferta na reunião de hoje, enquanto pesam as expectativas de melhora na demanda com um possível aumento da produção iraniana. (Com Reuters)

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