MRV tem lucro de R$ 203 milhões no 2º trimestre

Alta do custo com matérias-primas pesa na margem bruta.

Redação
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A construtora MRV teve alta do lucro no segundo trimestre, refletindo o mercado imobiliário ainda aquecido no Brasil, mas teve a margem bruta pressionada devido à aceleração de preços de matérias-primas.

A empresa anunciou hoje (11) que o lucro de abril a junho somou R$ 203 milhões, alta de 86,1% ante mesma etapa de 2020 e 48,5% mais que os três primeiros meses deste ano. A expansão refletiu uma melhora na linha “outras receitas (despesas) operacionais”, que ficou positiva em R$ 56 milhões, ante R$ 31 milhões negativos um ano antes.

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A receita líquida da MRV no trimestre somou R$ 1,82 bilhão, 9,7% a mais em 12 meses. Mas a margem bruta caiu 2,8 pontos percentuais, para 25,4%, o que a companhia atribuiu ao forte aumento de custo com matérias-primas.

“Uma vez que o aumento de preços implementado nos últimos trimestres foi inferior à inflação, o resultado foi a compressão da margem bruta”, disse a MRV, adiantando que partir de julho adotou uma política de alta de preços mais agressiva.

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Ainda assim, o resultado operacional da empresa medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 29,8%, para R$ 296 milhões, influenciado pelos mesmos fatores que contribuíram para alta do lucro. A margem Ebitda subiu 2,5 pontos percentuais, para 16,3%.

Segundo o copresidente-executivo da MRV Rafael Menin, isso é explicado pelos bons resultados da operação da companhia nos Estados Unidos, que teve no trimestre a venda de dois empreendimentos.

“A AHS ajudou e vai ajudar mais no segundo semestre, porque devemos vender outros seis empreendimentos nesse período”, disse Menin à Reuters.

VENDA GARANTIDA

Das 12.936 unidades vendidas no período, 2.494 não foram contabilizadas, dada a política mais recente de registrá-las só após o repasse dos recursos pelo banco financiador.

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No trimestre, a MRV teve consumo de caixa de R$ 29,6 milhões, já que optou por antecipar a compra de parte da matéria-prima para as obras, evitando interrupções no fornecimento. No primeiro trimestre, esse consumo tinha sido de R$ 384,1 milhões. (Com Reuters)

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