Bank of America corta preço-alvo da Vale e reduz recomendação para 'neutra'

Segundo a instituição, a política de cortes na produção de aço da China enfraquece a demanda por minério de ferro.

Redação
Compartilhe esta publicação:
Georgy Rozov/ EyeEm/Getty Images
Georgy Rozov/ EyeEm/Getty Images

Com a política de cortes na produção de aço da China, a instituição reduziu a projeção de preço de minério de ferro em 45% para 2022

Acessibilidade


O BofA Global Research cortou preço-alvo da ADR da mineradora Vale de US$ 27 para US$ 20, ao mesmo tempo em que reduziu a recomendação de “comprar” para “neutra”, conforme relatório que também diminuiu as projeções de preços de minério de ferro citando um crescimento mais fraco da China.

Segundo a instituição, a política de cortes na produção de aço da China enfraquece a demanda por minério de ferro no maior importador global da matéria-prima.

VEJA TAMBÉM: Respiro da Evergrande e alta no minério de ferro puxam mineradoras, siderúrgicas e Ibovespa para cima

Dessa forma, o BofA reduziu a projeção de preço de minério de ferro em 45% para 2022, a US$ 91 por tonelada.

“As políticas de aço da China são baixistas para o minério de ferro. Processamos nossa revisão trimestral global de commodities hoje. Nossa maior mudança de visão está no minério de ferro”, disse.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

“Salvo uma mudança nesta postura política, não vemos nenhuma razão para que o minério de ferro não deva ser negociado em queda para um custo marginal (US$ 80/t), especialmente porque as políticas de ‘céu azul’ se aproximam no início de 2022 para as Olimpíadas de inverno da China”, acrescentou, citando plano de Pequim para reduzir a poluição durante o evento esportivo. O BofA ponderou, contudo, que não vê as ações da Vale como “caras”.

Também hoje (22), o Jefferies cortou o preço-alvo da ADR da Vale de US$ 25 para US$ 19.

Os preços do minério de ferro também estão sendo pressionados pelos riscos apresentados no mercado imobiliário na China, maior produtora de aço do mundo, com a crise da dívida do Grupo Evergrande.

Mas, hoje, os contratos futuros do minério de ferro na Ásia se recuperaram, com o contrato de referência de Dalian saltando de uma mínima de 10 meses, embora ainda existam dúvidas se os ganhos podem ser sustentados devido ao colapso na demanda da China e à melhoria das perspectivas de oferta. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: