Ibovespa abre em queda com incertezas fiscais domésticas

O dólar avança ante o real e é negociado a R$ 5,29.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em queda na abertura do pregão de hoje (17), com recuo de 0,46%, a 113.275 pontos, às 10h10, horário de Brasília. Os investidores domésticos reagem a importantes decisões econômicas vindas de Brasília. No exterior, as preocupações com o crescimento econômico da China e o “quadruple-witching” (dia de vencimento de quatro tipos de ativos diferentes, que aumenta a volatilidade do mercado norte-americano) recebem a atenção dos investidores globais.

Enquanto isso, os mercados de capitais aguardam a próxima reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) na próxima semana nos Estados Unidos, que trará indicações sobre o futuro da política monetária no país. E aqui os investidores também esperam pela reunião do Copom (Comitê de Política Monétária).

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Para Júlia Aquino, especialista em investimentos da Rico, diante da retomada econômica mais sólida do mercado norte-americano, há a expectativa de que o Federal Reserve informe que o processo de redução de estímulos à economia deve começar em dezembro.

Em Brasília, repercute a decisão do presidente Jair Bolsonaro de editar um decreto, ontem (16) à noite, com o aumento do IOF (imposto sobre operações financeiras) com o objetivo de custear o aumento no valor do novo programa social do governo que irá substituir o Bolsa Família.

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O aumento do Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários valerá no período entre 20 de setembro e 31 de dezembro, com aumento de arrecadação estimado em R$ 2,14 bilhões, segundo informou a Secretaria-Geral da Presidência.

Além disso, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou, também na véspera, a admissibilidade da PEC dos Precatórios, primeiro passo na tramitação da proposta na Câmara dos Deputados. Agora o texto segue para uma comissão especial responsável pela análise de seu mérito. A análise da admissibilidade é um exame preliminar feito pela CCJ, que avalia se a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) fere critérios constitucionais, legais, regimentais e de técnica legislativa.

Diante da aproximação das reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, o dólar opera em alta frente ao real nesta sexta-feira. Às 10h12, a divisa avançava 0,63%, a R$ 5,2984.

Os índices futuros das Bolsas norte-americanas indicam abertura com leve queda, em dia de “quadruple-witching”, que conta com o vencimento de opções e futuros de ações nas Bolsas, e pode trazer grande volatilidade ao mercado. Além disso, investidores aguardam a reunião do Fomc, do Federal Reserve, na semana que vem, que trará novos horizontes para a política monetária do país.

As ações europeias operam sem direção definida, diante de indicadores econômicos da região, enquanto os investidores da região seguem monitorando a perspectiva de crescimento econômico em outros lugares do mundo. O Stoxx 600 opera em alta de 0,19%; na Alemanha, o DAX cai 0,01%; enquanto o CAC 40 valoriza 0,30% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,01%; enquanto o FTSE 100 avança 0,24% no Reino Unido.

A inflação na zona do euro acelerou para máxima de dez anos em agosto, a Eurostat informou que os preços ao consumidor no bloco avançaram 3% em agosto sobre o ano anterior, após aumento de 2,2% em julho, confirmando a expectativa do mercado. Foi a taxa mais elevada desde novembro de 2011. Na comparação mensal, os preços no bloco avançaram 0,4%, também em linha com a estimativa inicial da agência europeia.

No Reino Unido, as vendas no varejo recuaram 0,9% em agosto na comparação mês a mês, ante previsão de aumento de 0,5%, segundo pesquisa da agência Reuters. O indicador registrou o quarto declínio consecutivo, a maior sequência de quedas desde que começou a ser registrado.

Os mercados asiáticos fecharam no azul diante da decisão de Pequim de injetar US$ 14 bilhões no sistema financeiro, garantindo liquidez para acalmar o mercado ante o caso Evergrade. Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, afirma que, apesar desse movimento, “a situação segue bastante incerta e nebulosa, outras coisas ainda precisam acontecer para haver uma solução por lá”.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,03%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou com queda de 0,21%; enquanto no Japão, o índice Nikkei valorizou 0,58%; e na China, o índice Shanghai, avançou 0,19%.

No mercado de commodities, os preços dos contratos futuros das matérias-primas para siderurgia na China caíram nesta sexta-feira, com o contrato de minério de ferro liderando as perdas, enquanto Pequim avalia incluir mais cidades sob seus controles ambientais. Os contratos futuros do minério de ferro mais negociados na Bolsa de Commodity de Dalian, para entrega em janeiro, fecharam em queda de 7%, para 629 iuanes (US$ 97,50). O contrato despencou 14% nesta semana.

Os preços do petróleo operam em queda nesta terça-feira, diante da lenta recuperação da produção após furacões no Golfo do México nos EUA. Por volta das 9h50, o petróleo Brent caía 0,21%, a US$ 75,51 o barril, enquanto o WTI recuava 0,30%, a US$ 72,34 o barril. (com Reuters)

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