Moscou estreia pagamento de metrô com identificação facial

Uso do "Face Pay" é voluntário e outros métodos de pagamento continuarão em uso

Redação
Compartilhe esta publicação:
Tass/Getty Images
Tass/Getty Images

Uso do “Face Pay” no metrô é voluntário e outros métodos de pagamento continuam em uso

Acessibilidade


A rede de metrô de Moscou lançou hoje (15) um sistema de pagamento de passagens usando tecnologia de reconhecimento facial em mais de 240 estações, uma iniciativa que as autoridades disseram ser a primeira do tipo no mundo.

Moscou, com 12,7 milhões de habitantes, tem um dos maiores sistemas de videovigilância do mundo. O reconhecimento facial já havia sido usado para impor quarentenas durante a pandemia e os manifestantes presentes em comícios políticos disseram que a polícia o usou para fazer prisões e detenções preventivas.

LEIA TAMBÉM: Como a Zymergen implodiu quatro meses após seu IPO de US$ 3 bilhões

“Moscou é a primeira cidade no mundo onde esse sistema opera em tal escala”, disse Maxim Liksutov, chefe do departamento de transportes da capital russa, em comunicado.

Liksutov disse que o uso do “Face Pay” é voluntário e que outros métodos de pagamento continuam em uso.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Para usar o sistema, os passageiros devem enviar sua foto e vinculá-la aos cartões de transporte e banco no aplicativo do Metrô de Moscou. Para usar o metrô, os passageiros registrados no “Face Pay” pdevem olhar para uma câmera instalada na catraca.

O departamento de transporte da cidade disse que os dados dos passageiros seriam criptografados com segurança. Grupos de direitos digitais, no entanto, dizem que o sistema pode minar a privacidade e os direitos humanos.

Roskomsvoboda, um grupo dedicado a proteger os direitos digitais e a liberdade de informação, alertou que o Face Pay pode ser usado para fins de vigilância.

A prefeitura de Moscou implementou um sistema de reconhecimento facial no metrô para detectar criminosos procurados em 2018, quando a Rússia sediou a Copa do Mundo. (Com Reuters)

Compartilhe esta publicação: