Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem para nova mínima em 19 meses

Os pedidos caíram em 14 mil, para 269 mil em dado ajustado sazonalmente.

Redação
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Andrew Kelly/Reuters
Andrew Kelly/Reuters

Pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 14 mil

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O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego recuou para uma nova mínima em 19 meses na semana passada, sugerindo que a economia está retomando fôlego em meio a uma melhora significativa na saúde pública, embora as restrições de oferta permaneçam.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 14 mil, para 269 mil em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 30 de outubro, informou o Departamento do Trabalho hoje (4).

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Esse foi o patamar mais baixo desde meados de março de 2020, quando empresas foram fechadas na tentativa de desacelerar a primeira onda de infecções por Covid-19 nos Estados Unidos. A leitura marca a quinta queda semanal consecutiva nas solicitações.

A onda de infecções no verão do Hemisfério Norte impulsionada pela variante Delta diminuiu, encorajando mais norte-americanos a viajar, jantar fora e frequentar áreas esportivas, entre outras atividades que foram restritas devido ao ressurgimento de casos.

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A variante Delta e a escassez de bens contribuíram para limitar o crescimento econômico ao seu ritmo mais lento em mais de um ano no último trimestre. As solicitações, que caíram de um recorde de 6,149 milhões em abril de 2020, agora estão dentro de uma faixa geralmente considerada consistente com condições saudáveis do mercado de trabalho.

Isso é um bom sinal para o relatório de empregos de outubro, que será divulgado amanhã (5). De acordo com pesquisa da Reuters com economistas, devem ter sido criadas 450 mil vagas fora do setor agrícola dos EUA no mês passado. A economia criou 194 mil vagas em setembro, o menor número em nove meses.

Mas a escassez de trabalhadores continua sendo um obstáculo. As necessidades de cuidado durante a pandemia, o medo de contrair o coronavírus, aposentadorias precoces e mudanças de carreira, bem como o envelhecimento da população, deixaram as empresas com 10,4 milhões de postos de trabalho não preenchidos no final de agosto.

O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, disse a repórteres ontem (3) que “esses impedimentos à oferta de trabalho devem diminuir com mais progresso na contenção do vírus, apoiando os ganhos no emprego e na atividade econômica”.

O Fed anunciou que começará a cortar suas compras mensais de títulos neste mês. (Com Reuters)

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