ANAC intima ITA a prestar assistência aos passageiros

O fundador da empresa, Sidnei Piva de Jesus, está enfrentando ainda acusações de golpe com criptomoedas .

Redação
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A companhia, do grupo de transporte rodoviário, conseguiu em maio deste ano a autorização para operar

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A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou hoje (18), que a Itapemirim Transportes Aéreos (ITA) deve prestar assistência aos passageiros que adquiriram bilhetes aéreos. O anúncio veio após protestos de passageiros, pegos de surpresa com a paralisação da empresa, em diversos aeroportos do País. No Aeroporto de Guarulhos (SP), cerca de 100 clientes da companhia aérea tentaram impedir o embarque de outras empresas. “A Agência orienta os passageiros a entrarem em contato somente com a Itapemirim para realocações e a não comparecerem aos aeroportos antes de obter um novo bilhete aéreo válido”, diz o comunicado da ANAC.

Em nota, a empresa divulgou nesta tarde que a prioridade para realocação é dos passageiros que estiverem fora de sua cidade de domicílio e precisam voltar para casa. Quem tiver passagens de ida e volta e que estão em suas cidades serão reembolsados. Segundo a ITA, havia 30 voos programados só neste sábado.

A ITA anunciou na última sexta-feira (17), que suspendeu “temporariamente” suas operações no Brasil. Horas depois, no mesmo dia, a ANAC suspendeu o Certificado de Operador Aéreo. Sem o documento, a empresa, que tinha mais de 500 voos agendados até o fim de 2021, não poderá voltar a voar. 

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Além de uma ação movida pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), queixas trabalhistas e protestos de credores, o empresário e proprietário do Grupo Itapemirim, holding que controla a companhia aérea, Sidnei Piva de Jesus, agora também enfrenta acusações de golpes com vendas de criptomoedas. Segundo reportagem do Congresso em Foco, Piva é acusado de não devolver cerca de R$ 400 mil investidos na criptomoeda CrypTour. No plano de negócios da empresa também estava previsto um programa de afiliados, onde as pessoas que indicassem novos investidores poderiam ganhar até 21% sob as operações das pessoas indicadas, em esquema similar a uma pirâmide financeira

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A apresentação do ativo, realizada em em julho deste ano pelo grupo de transporte, informou que o objetivo era vender mais de 30 milhões de tokens ao valor de US$ 1 cada. O negócio prometia valorização de 600% a cada dólar investido nos primeiros seis meses. A meta era prospectar US$ 30 milhões com o ativo financeiro

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