Ibovespa abre em queda após decisões de bancos centrais

Dólar sobe com temores sobre a variante ômicron do coronavírus.

Vitória Fernandes
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O Ibovespa opera em queda de 0,52% na abertura do pregão de hoje (17), a 107.766 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. Com a última semana completa de negociações de 2021 chegando ao fim, os investidores, tanto no cenário interno, quanto no externo, seguem atentos às novas decisões monetárias para tentar conter a inflação e suas repercussões no mercado.

O dólar registrava alta de 0,55% ante o real nesta manhã, com investidores de todo o mundo reduzindo exposição a risco em meio a temores sobre a variante Ômicron do coronavírus. A moeda era negociada a R$ 5,7115.

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No Brasil, com a proximidade do fim do ano, o calendário começa a ficar mais vazio.

Assim, os participantes do mercado seguem atentos a fluxos sazonais de saída de recursos do país –à medida que empresas fazem pagamentos de juros e dividendos–, que poderiam fazer o Banco Central voltar a fornecer liquidez aos mercados com leilões extraordinários.

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O Ibovespa ainda tenta fechar o ano no positivo, o que demandaria uma alta de 7% no índice nas próximas duas semanas.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, as ações de tecnologia, que sofrem com a perspectiva de alta dos juros, seguem puxando os índices para baixo. As taxas maiores interferem no fluxo de caixa, o que leva as companhias a serem negociadas com desconto.

“Com menos dinheiro disponível, uma das principais perdas acaba sendo nas ações mais novas e focadas em tecnologia. Essas medidas contracionistas vieram de diferentes bancos centrais, mas as mais recentes foram o Banco da Inglaterra, que está aumentando a taxa de juros pela primeira vez desde o começo da pandemia”, avalia Pietra Guerra, especialista de ações da Clear Corretora, sobre o movimento mundial.

Na Ásia, um índice das principais ações da China caiu nesta sexta-feira, registrando sua maior perda semanal em três meses, com investidores locais e estrangeiros preocupados com restrições regulatórias dos EUA e da China e com um ressurgimento global dos casos de Covid-19.

O índice de blue-chips CSI300 caiu 1,59%. Ele perdeu 1,99% na semana, sua maior queda semanal desde meados de setembro.

Por lá, o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,20%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 1,54%. Já na China continental, o índice Shanghai perdeu 1,16%; e no Japão, o índice Nikkei recuou -1,79%.

Na Europa, a inflação na zona do euro bateu em novembro sua taxa mais alta já registrada, informou o escritório de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat, com mais da metade do aumento devido à alta nos preços da energia.

O Eurostat disse que a inflação nos 19 países que compartilham o euro subiu para 4,9%, um aumento anual em linha com uma estimativa anterior da Eurostat. Mês a mês, a alta foi revisada para baixo, para 0,4%, de taxa de 0,5% divulgada anteriormente.

O Stoxx 600 perdia 0,94%; na Alemanha, o DAX cai 0,93%; o CAC 40 em queda de 1,20% na França; na Itália, o FTSE MIB cai 1,42%; enquanto o FTSE 100 tem valorização de 0,09% no Reino Unido.

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